
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou em entrevista ao G1 que a intensidade do vendaval que atingiu a cidade na tarde de quarta-feira (29) foi muito superior ao previsto pelos institutos de meteorologia. Segundo ele, a expectativa era de rajadas entre 60 km/h e 70 km/h, mas os ventos chegaram a 105 km/h em alguns pontos da capital, surpreendendo as equipes de monitoramento.
“O que aconteceu ontem foi que a previsão dos institutos de meteorologia falava em ventos fortes de até 60 km/h, 70 km/h. E a gente teve um vendaval de mais de 100 km/h que surpreendeu, inclusive, os meteorologistas. Não batia com o que foi avisado pelas estações. Por essa razão, a gente não fez o alerta extremo. Mas, diante do que aconteceu, avisamos a população para minimizar os efeitos”, declarou.
Na manhã desta quinta-feira (30), Cavaliere esteve no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), onde acompanhou os trabalhos de remoção de árvores e de recuperação dos pontos atingidos pelo temporal.
Mais cedo, o prefeito relacionou o episódio aos efeitos do Super El Niño, afirmando que o fenômeno teria contribuído para o evento extremo. No entanto, meteorologistas contestaram essa explicação.
Segundo a Climatempo, o El Niño não pode ser apontado como causa direta da ventania. A empresa explica que o fenômeno altera as condições da atmosfera e pode aumentar a frequência de eventos extremos, mas não provoca, por si só, episódios como o registrado no Rio.
Os especialistas apontam que o vendaval foi provocado pela aproximação de uma frente fria, que encontrou uma massa de ar muito quente sobre o estado. O contraste entre essas condições favoreceu a formação de rajadas intensas, principalmente na Costa Verde e na Região Metropolitana.
A quarta-feira também registrou calor atípico para o mês de julho. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura máxima chegou a 35,8°C na capital, a segunda maior já registrada para o mês desde o início da série histórica, em 2004.G1
Informações: G1.



