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Panorama

Brasil supera defesa japonesa, vence de virada e avança à semifinal da VNL

Ana Cristina em Brasil x Japão, pelas quartas de final da Liga das Nações Feminina de vôlei — Foto: Volleyball World

 

A seleção brasileira feminina de vôlei garantiu vaga na semifinal da Liga das Nações (VNL) ao vencer o Japão por 3 sets a 1, nesta quarta-feira (22), em Macau, na China. A partida foi marcada por longos ralis e um intenso duelo defensivo, com as duas equipes somando 209 defesas ao longo do confronto.

Conhecidas pela consistência na defesa, Brasil e Japão protagonizaram pontos de mais de 30 segundos, exigindo paciência e concentração das atletas. Ao todo, as japonesas realizaram 115 defesas, enquanto a equipe brasileira contabilizou 94.

Após perder o primeiro set por 26 a 24, o Brasil reagiu e virou a partida com parciais de 25/22, 25/16 e 25/20.

A central Luzia, que entrou durante o jogo e marcou sete pontos, destacou a dificuldade de enfrentar a equipe japonesa e comemorou a postura da seleção brasileira.

“É desesperador jogar contra elas, mas conseguimos manter a cabeça no lugar. Tivemos paciência e fomos muito disciplinadas taticamente”, afirmou.

O técnico José Roberto Guimarães também ressaltou o desafio imposto pelo sistema defensivo do Japão e elogiou o desempenho da equipe.

“É sempre um jogo de muito bate-rebate. Precisamos atacar várias vezes até conseguir definir os pontos. Nosso sistema defensivo funcionou bem e o saque também fez a diferença”, avaliou.

Um dos momentos mais marcantes da partida aconteceu no quarto set, quando um rali de 35 segundos terminou com um ataque de Ana Cristina. O ponto iniciou a reação brasileira na parcial decisiva.

Destaque da partida, Ana Cristina foi a maior pontuadora do confronto, com 30 pontos, e atribuiu o bom momento da seleção ao fortalecimento do trabalho coletivo.

“Estamos cada vez mais conectadas dentro de quadra. Essa união tem sido a nossa principal força”, disse.

Agora, o Brasil terá pela frente a Itália na semifinal da Liga das Nações. As italianas chegam embaladas como atuais campeãs olímpicas, mundiais e vencedoras das duas últimas edições da competição, incluindo a final de 2025 contra a própria seleção brasileira.

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