Parceria entre Prefeitura e H.FOA pretende identificar dificuldades de renda, alimentação, moradia e acesso a serviços durante o tratamento

Foto: Clara Preta/Smas
Mais de 5 mil pacientes oncológicos atendidos pelo H.FOA, em Volta Redonda, poderão passar a contar com um acompanhamento que vá além das consultas e procedimentos médicos. A Prefeitura e o hospital começaram a estruturar uma parceria para aproximar essas pessoas e suas famílias da rede municipal de assistência social.
A proposta é identificar situações que possam dificultar o tratamento ou afetar a qualidade de vida do paciente, como falta de renda, insegurança alimentar, problemas de moradia, necessidade de acessibilidade, medicamentos e ausência de uma rede familiar de apoio.
Com esse levantamento, hospital e Secretaria Municipal de Assistência Social pretendem direcionar cada caso para os serviços mais adequados e acompanhar as famílias também nos territórios onde vivem.
A iniciativa parte do entendimento de que fatores sociais podem interferir diretamente na continuidade e nos resultados do tratamento. Um paciente pode, por exemplo, ter acesso ao atendimento médico, mas enfrentar dificuldades para manter alimentação adequada, se deslocar até a unidade de saúde ou organizar os cuidados dentro de casa.
A ideia é construir um perfil socioassistencial dos pacientes para que essas necessidades sejam identificadas mais cedo e não apareçam apenas quando a situação já estiver agravada.
O trabalho também não deverá se limitar ao encaminhamento de pessoas do hospital para os equipamentos da Assistência Social. As duas instituições pretendem elaborar respostas conjuntas para os casos acompanhados, de acordo com a realidade de cada família.
As primeiras definições foram discutidas em reunião realizada nesta quinta-feira (3), na Secretaria Municipal de Assistência Social.
O encontro marcou o início da elaboração do modelo de atendimento. Os próximos passos ainda serão definidos pelas equipes do município e do H.FOA antes da implantação da atuação conjunta.



