Penalidade está suspensa enquanto recurso do Fla-Flu é analisado; relatórios apontam problemas em manutenção, documentação e limpeza

O Governo do Estado do Rio aplicou uma multa de R$ 401.217,48 ao Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do Maracanã, após apontamentos feitos na fiscalização do contrato de concessão do estádio.
A penalidade equivale a 2% do valor anual da outorga, fixada em R$ 20 milhões. O consórcio apresentou recurso, e a cobrança está suspensa enquanto a defesa é analisada pela assessoria jurídica do Estado.
Segundo o governo, ainda não há decisão definitiva sobre o processo administrativo.
A multa tem como base a avaliação do desempenho da concessionária em 2025. Relatórios do verificador independente apontaram falhas relacionadas ao planejamento das atividades de manutenção, apresentação de documentos e comprovação de serviços realizados.
Entre os problemas citados estão ausência ou atraso na entrega de cronogramas, inconsistências entre documentos, falta de comprovação técnica de determinados serviços e descumprimento de prazos para envio de informações solicitadas pela fiscalização.
Em abril deste ano, a comissão responsável pelo acompanhamento do contrato manteve os apontamentos e destacou a continuidade das falhas identificadas.
Limpeza já havia motivado advertências
Os problemas apontados pela fiscalização não começaram agora. Em 2025, o consórcio já havia recebido advertências formais pelas condições de limpeza do Maracanã antes da realização de partidas.
Após fiscalizações realizadas entre setembro e outubro, a concessionária foi informada de que, em caso de reincidência, poderia ficar sujeita às penalidades previstas no contrato.
Neste ano, novas cobranças foram feitas, desta vez envolvendo a manutenção dos assentos da Tribuna de Honra, área que deverá passar por reforma antes da Copa do Mundo Feminina de 2027.
O contrato de concessão determina que a administração do estádio mantenha instalações, equipamentos e demais estruturas em condições adequadas de funcionamento e conservação.
Procurado pela reportagem original, o Consórcio Fla-Flu não havia se manifestado até a publicação.


