Projeto prevê integração com a estação de trem, áreas de lazer e transformação de imóveis históricos em equipamentos culturais

O Centro de Bangu deve passar por uma ampla transformação nos próximos anos. O projeto Avança Bangu, apresentado nesta sexta-feira (4) pela Prefeitura do Rio, reúne intervenções que vão desde a criação de áreas de lazer até a reorganização do transporte público e a recuperação de espaços históricos do bairro.
Uma das principais mudanças será a construção de um parque linear ligando pontos como o comércio local, a Paróquia São Sebastião e Santa Cecília e a futura Casa do Silveirinha. A proposta é criar um corredor de convivência com atividades culturais, esportivas e de lazer.
No terreno da antiga residência de Guilherme da Silveira Filho, personagem ligado à história da Fábrica de Tecidos Bangu e do Bangu Atlético Clube, será instalado um centro cultural. O espaço terá museu, área para exposições e café.
Na parte externa estão previstos restaurante, food trucks, parque infantil, área para piquenique, quadras de areia, academia ao ar livre e anfiteatro, além de sanitários e vestiários.
Cine Matilde será recuperado
Outro ponto histórico incluído no projeto é o Cine Matilde, fechado desde a década de 1990.
O prédio será transformado em um complexo cultural com teatro para 250 pessoas e duas salas de cinema, com capacidade para 100 e 130 espectadores. Também estão previstos espaço para exposições, bomboniere e um rooftop com bar, restaurante e área de convivência.
O antigo cinema foi durante décadas um dos principais espaços de entretenimento de Bangu e chegou a ser considerado um dos mais modernos do Rio na década de 1960.
Ônibus e trem terão integração
Na área de mobilidade, a principal intervenção será o Terminal Bangu Shopping, que ficará no estacionamento do shopping, próximo ao encontro da Avenida Santa Cruz com a Rua Fonseca.
A estrutura será conectada à estação ferroviária e deverá facilitar a integração entre ônibus e trens. O terminal terá plataformas cobertas, área comercial, banheiros para passageiros, espaços de apoio aos funcionários e vagas para os coletivos aguardarem entre as viagens.
A mudança também pretende retirar das ruas alguns pontos finais que atualmente ficam espalhados por vias como Silva Cardoso, Rua do Açude e Rua da Feira. A expectativa da prefeitura é organizar embarques e desembarques e melhorar a circulação na região.
Também estão previstas novas travessias para pedestres e intervenções de segurança no entorno.
Os diferentes projetos serão desenvolvidos pela Rio-Urbe, com participação das secretarias municipais de Infraestrutura, Cultura e Transportes.



