
Dirigentes do futebol europeu estudam lançar o presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, como candidato à presidência da Fifa nas próximas eleições da entidade. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Telegraph, que aponta o dirigente como o nome de consenso da Uefa para enfrentar o atual presidente, Gianni Infantino.
A movimentação acontece em meio ao aumento das tensões entre as duas entidades. De acordo com a publicação, Al-Khelaifi é visto como um candidato capaz de reunir apoio internacional, principalmente diante das divergências provocadas pelo projeto da Fifa de criar uma empresa para administrar competições, incluindo a Copa do Mundo, com a possibilidade de venda de participação acionária.
A European Club Football (EFC), organização presidida por Al-Khelaifi, afirmou que não foi consultada sobre a proposta. Ainda nesta quinta-feira (30), representantes da entidade devem se reunir para discutir uma possível reação ao plano da Fifa, incluindo a possibilidade de um boicote à Copa do Mundo de 2030.
Apesar das especulações, o dirigente negou interesse em disputar a presidência da Fifa. Em declaração ao The Telegraph, um porta-voz afirmou que Al-Khelaifi não pretende concorrer ao cargo.
Além de comandar o PSG e a Qatar Sports Investments (QSI), Al-Khelaifi também preside o grupo de mídia beIN Media Group, detentor dos direitos de transmissão de torneios como a Copa do Mundo e a Liga dos Campeões em diversos países.
Divergências entre Uefa e Fifa
A relação entre Uefa e Fifa vem se deteriorando nos últimos anos. O principal motivo do desgaste é a proposta da entidade comandada por Gianni Infantino de comercializar parte das receitas de competições por meio de uma nova empresa.
Outro ponto de discordância é o projeto defendido por Infantino para ampliar a Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções, medida que enfrenta forte resistência da Uefa.
Durante a Copa do Mundo de 2026, o clima entre as entidades também ficou tenso após a Fifa reverter a suspensão do atacante norte-americano Balogun. A decisão motivou críticas públicas da Uefa e evidenciou o distanciamento entre o presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin, e Infantino.
Como demonstração desse descontentamento, Ceferin não compareceu à final do Mundial, disputada entre Espanha e Argentina, em Nova Jersey, reforçando a oposição da Uefa à atual gestão da Fifa.



