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Panorama

Operação mira avanço do Comando Vermelho na Zona Sudoeste e termina com prisões, armas e drogas apreendidas

Drogas apreendidas pelo BAC — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar realizada na manhã desta quarta-feira (22) resultou na prisão de dois suspeitos, na apreensão de armas e drogas e na descoberta de um depósito de entorpecentes em comunidades da Zona Sudoeste do Rio. A ação teve como foco o combate à expansão do Comando Vermelho na região.

Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em nove comunidades: César Maia, Fontela, Terreirão, Coroado, Pombo Sem Asa, Cascatinha, Taboinhas, Palmares e Mont Serrat, localizadas em Vargem Grande, Vargem Pequena e no Recreio dos Bandeirantes.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação é conduzida pela 18ª DP (Praça da Bandeira), que identificou o avanço da facção após a ocupação da comunidade César Maia, antes controlada pela milícia. As apurações apontam que o grupo criminoso busca ampliar seu domínio sobre outras localidades da Zona Sudoeste.

Segundo os investigadores, o tráfico na comunidade César Maia é comandado por Elbert Luiz dos Santos, conhecido como Pinduca, apontado como responsável por ordenar ataques contra grupos rivais e explorar moradores e comerciantes da região. Ainda conforme a polícia, ele atua sob as ordens de Edgar Alves de Andrade, o Doca, uma das principais lideranças do Comando Vermelho no estado.

Durante a operação, um dos presos foi identificado como Caique Bezerra Lima. Com ele, os policiais encontraram um telefone celular com registro de roubo.

Além das prisões, os agentes apreenderam um fuzil, uma espingarda calibre 12, outras espingardas, carregadores, duas réplicas de armas, grande quantidade de drogas e localizaram um imóvel utilizado como depósito para armazenar entorpecentes.

A força-tarefa reuniu equipes da 18ª, 25ª, 26ª, 38ª, 40ª, 42ª e 44ª Delegacias de Polícia, além do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Comando de Operações Especiais (COE), da inteligência da Polícia Militar e do Batalhão de Ações com Cães (BAC).

Por causa da operação, uma unidade de Atenção Primária de Saúde da região manteve apenas os atendimentos internos, suspendendo temporariamente as visitas domiciliares.

Informações: G1.

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