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Panorama

Itamaraty orienta brasileiros a evitar viagens para áreas de conflito no Oriente Médio

Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

 

O Ministério das Relações Exteriores atualizou, nesta terça-feira (22), as recomendações de viagem para o Oriente Médio e orientou brasileiros a não se deslocarem para países e regiões diretamente afetados pela escalada do conflito na região.

O alerta consular desaconselha viagens ao Irã, Israel, sul do Líbano, Faixa de Gaza, Iêmen e também recomenda evitar deslocamentos não essenciais para a Cisjordânia, Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita.

Para os brasileiros que já se encontram nesses locais, o Itamaraty orienta o acompanhamento permanente das informações divulgadas pelas embaixadas brasileiras e o cumprimento rigoroso das determinações das autoridades locais.

Entre as recomendações estão evitar aglomerações, manifestações públicas e áreas com presença militar. O ministério também alerta para que não sejam fotografadas ou filmadas instalações militares, tropas ou ações relacionadas ao conflito, prática que pode resultar em detenção conforme a legislação de cada país.

Outra orientação é não compartilhar, em redes sociais, imagens, vídeos ou comentários sobre os confrontos que possam ser interpretados como ameaça à segurança nacional pelas autoridades locais. O governo também recomenda que brasileiros só deixem suas residências quando houver condições seguras para deslocamento.

Em casos de cancelamento de voos, a orientação é procurar diretamente as companhias aéreas para remarcação das passagens e verificar se os documentos de viagem possuem validade mínima de seis meses.

O alerta foi emitido em meio ao agravamento da crise no Oriente Médio. Nas últimas horas, o Irã anunciou ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos no Bahrein, Kuwait e Jordânia, enquanto forças norte-americanas informaram ter realizado ofensivas contra instalações militares iranianas. A escalada do conflito também voltou a pressionar o mercado internacional, elevando o preço do petróleo Brent, que se aproximou dos US$ 90 por barril.

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