Ação do Gaeco é um desdobramento da Operação Safári, que já havia fechado 50 pontos de jogo e apreendido materiais ligados à contravenção

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpre nesta terça-feira (5) 16 mandados de busca e apreensão contra gerentes do jogo do bicho ligados ao contraventor Rogério Andrade. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital.
De acordo com o MPRJ, a organização criminosa comandada por Rogério Andrade atua na exploração ilegal de jogos de azar em diversos bairros da cidade do Rio de Janeiro. A operação decorre de um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pelo Gaeco e é considerada um desdobramento da Operação Safári, deflagrada em 21 de fevereiro deste ano.
Na ocasião, a Operação Safári resultou no fechamento de 50 pontos de jogo do bicho controlados pela organização, além da prisão de responsáveis pelos locais e da apreensão de grande quantidade de material vinculado à atividade ilícita.
O contraventor Rogério Andrade está preso desde outubro de 2023, após o MPRJ apresentar nova denúncia contra ele pelo assassinato de Fernando Iggnácio, seu rival e genro de Castor de Andrade, histórico bicheiro carioca. Os dois disputavam o controle do espólio da contravenção deixado por Castor.
Embora o Ministério Público tenha denunciado Andrade em março de 2021, o processo foi trancado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no ano seguinte, sob relatoria do ministro Nunes Marques, que considerou insuficientes as provas de envolvimento no crime. Contudo, o STF determinou que, caso surgissem novas evidências, uma nova denúncia poderia ser apresentada — o que motivou a reabertura do caso e a prisão do contraventor no ano passado.
As diligências desta terça-feira têm como objetivo coletar provas complementares sobre o funcionamento da estrutura financeira e operacional da rede de jogos de azar mantida pelo grupo. O MPRJ informou que novas etapas da investigação não estão descartadas.



