Diretoria considera as baixas em sequência como fundamentais para momento do time, porém observa lacunas que precisam ser desenvolvidas pelo treinador

Em crise após uma dolorosa goleada sofrida para o Flamengo por 3 a 0 jogando em casa, a diretoria do Botafogo optou pela manutenção do treinador espanhol Davide Ancelotti, que é um dos principais criticados pela torcida. Dirigentes atribuem a instabilidade do time ás lesões recorrentes que a equipe vem sofrendo. Nos bastidores, o ambiente interno é visto como positivo, com o comandante sendo elogiado pelo seu estilo de treino e relacionamento.
Apesar dos pontos positivos, há um consenso que Davide pode evoluir no aspecto da liderança. O filho de Ancelotti costuma compartilhar a gestão do elenco com alguns atletas do elenco, algo que menciona desde sua chegada ao clube, por conta de sua idade. Na avaliação de dirigentes, o treinador precisa ser mais enérgico nas cobranças, além de precisar de uma postura mais firme em momentos chave.

Há questionamentos sobre decisões técnicas de Davide, como por exemplo quando escalou Marçal improvisado como zagueiro, tendo dois jogadores da posição no banco de reservas. A opção, apesar de ser entendida por conta da experiência do lateral-esquerdo, gerou controvérsias com relação ao impacto na estrutura tática do Botafogo em campo. Mesmo com todos as ressalvas, é consensual na diretoria que as dificuldades de Ancelotti é originária das baixas recorrentes. A sequência de lesões é vista como uma obstáculo que impede a continuidade de um trabalho mais sólido, com uma maior implementação das ideias do comandante.
A demissão, por ora, parece descartada, mas começa a surgiu uma cobrança interna, visto que há a compreensão de que o time precisa reagir para garantir uma direta na Libertadores do próximo ano. O próximo compromisso é contra o Ceará, no domingo (19), às 18h30, na Arena Castelão.
Por Gabriel Caetano


