Carlos José Queirós Viana, de 59 anos, foi morto a tiros na porta de casa; suspeitos foram detidos poucas horas após o crime em Duque de Caxias.

Três homens, entre eles dois policiais militares, foram presos na manhã desta segunda-feira (6) suspeitos de envolvimento na morte do policial civil Carlos José Queirós Viana, de 59 anos, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. As prisões ocorreram poucas horas após o crime, durante uma operação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Maricá (DHNSG).
Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado como execução. Com os suspeitos, os agentes apreenderam armas de calibres compatíveis com os usados no assassinato. O carro utilizado no crime era clonado, conforme informaram os investigadores.
Carlos José foi morto a tiros na porta de casa, na Rua Raul Corrêa de Araújo, em Niterói. Ele atuava como comissário na 29ª DP (Madureira). O corpo será velado às 12h45 desta terça-feira (7) no Cemitério Parque da Colina, também em Niterói, e o enterro está previsto para as 15h.
De acordo com o delegado Willians Batista, titular da DHNSG, a principal linha de investigação é execução, e a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) já foi descartada.
“Conseguimos posicionar o carro entrando em Xerém, e esse carro havia acabado de ser queimado. Conseguimos abordar um veículo, com três homens. No carro estavam três armas que eram de calibres compatíveis com o que foi utilizado no crime”, explicou o delegado.
Imagens do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Niterói ajudaram a identificar e rastrear a rota de fuga dos criminosos até Duque de Caxias, onde o trio foi capturado.
A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou a prisão dos dois agentes, que foram encaminhados ao Batalhão Especial Prisional (BEP), unidade destinada a policiais custodiados. Eles também responderão a um procedimento administrativo interno que pode levar à expulsão da corporação.
Durante a inauguração da nova Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul, o governador do Rio comentou o caso e defendeu punições severas:
“Se antigamente o policial falava que tinha que ir para o lado errado porque não tinha salário, isso hoje não existe mais. O policial que vai para o lado errado hoje é bandido e será punido exemplarmente. Esses, se comprovado, vamos iniciar o processo de expulsão imediatamente. Eu defendo uma lei mais dura para aqueles da segurança pública que vão para o lado errado”, afirmou.
O crime ocorreu por volta das 6h30 da manhã, quando o comissário saiu de casa para jogar o lixo. Os autores estavam em um carro modelo Ônix branco e fugiram logo após os disparos.
“É bem razoável que eles já tivessem informações precisas sobre a rotina da vítima”, pontuou o delegado Willians Batista.
A Polícia Militar informou que agentes do 12º BPM (Niterói) foram acionados para a ocorrência e isolaram a área para a perícia da DHNSG. O policiamento foi reforçado na região.
O secretário de Polícia Civil do RJ afirmou que as investigações continuam e que a polícia apura se há mais pessoas envolvidas no crime.


