Evento contou com mais de 700 horas de programação

O tradicional Festival Sesc de Inverno proporcionou ao público apresentações de grandes nomes do cenário nacional e possibilitou que artistas locais mostrassem seu talento em 25 localidades do Estado do Rio. Realizada entre 11 e 27 de julho, a 23ª edição do evento promoveu cultura e entretenimento, com 740 horas de programação, das quais mais de 95% gratuitas. As atrações levaram música, cinema, artes visuais, teatro, dança, literatura e circo a mais de 490 mil pessoas.
— É uma grande satisfação ver o Festival Sesc de Inverno consolidado como um evento que promove diversidade artística, inclusão social e desenvolvimento econômico em todo o Estado do Rio. Nesta edição, levamos atrações de qualidade a 25 localidades, movimentando palcos, plateias, hotéis, restaurantes, comércios e serviços. Cultura, para o Sesc RJ, é bem público e motor de transformação — e eventos como este expressam com clareza esse compromisso — destacou o Presidente do Sistema Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior.
Algumas das atrações musicais este ano foram Barão Vermelho, Titãs, Marvvila, Jota Quest, Diogo Nogueira, Jorge Aragão, Samuel Rosa, Marina Sena, Roberta Sá, Poesia Acústica, Vanessa da Mata, Jorge Vercillo, Alcione, Diogo Nogueira, Elba Ramalho, Samuel Rosa, Dudu Nobre, Frejat, Iza, Mumuzinho, Toni Garrido e Fundo de Quintal, entre outros. O cantor Fábio Jr. realizou dois shows na abertura do Festival, no Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, com casa cheia nas duas apresentações.
A edição 2025 do Festival Sesc de Inverno propôs uma reflexão a partir do tema “Nosso Lugar”, que parte da ideia de que a terra não é algo a ser possuído, mas, sim, um lugar ao qual se pertence. O objetivo do tema foi valorizar a conexão das pessoas com seu território, memória e identidade local.
No total, foram realizadas 200 atividades durante o Festival e mais de mil artistas participaram da programação. No teatro, um dos destaques do evento foi a peça “A Última Sessão de Freud”. O público de aproximadamente mil pessoas assistiu ao espetáculo, no Centro Cultural Sesc Quitandinha. Em cartaz desde 2022, a peça ultrapassou a marca de 140 mil espectadores e mais de 340 apresentações em quase todas as regiões do Brasil; no Estado do Rio, no entanto, havia sido encenada apenas em palcos cariocas.
— A recepção foi excepcional em Petrópolis. Foi muito especial nos apresentarmos num espaço tão lindo como o Centro Cultural Sesc Quitandinha, emocionante. O Sesc RJ faz um papel importantíssimo na difusão da arte e cultura, porque entende que é dessa forma que se desenvolve uma nação: com arte, cultura e educação. Ao incentivar a cultura, o Sesc RJ alimenta a indústria criativa, que emprega mais de 7,5 milhões de trabalhadores em nosso país e impacta 3,15% no PIB. E o Festival Sesc de Inverno é sensacional, pois ocorre em todos os cantos do Estado. Uma alegria ter participado —afirmou o ator Odilon Wagner, que interpreta Freud no espetáculo.
O ator e gestor cultural Cláudio Gomide, de 57 anos, que frequenta o Festival desde a primeira edição, celebrou o sucesso da peça.
— As pessoas estão acostumadas com modalidades teatrais como stand up e comédia, mas, para minha surpresa, a recepção do público foi muito calorosa. O Festival Sesc de Inverno é fundamental para fomentar a cultura do Estado e formar plateia. Quando nós teríamos a possibilidade de assistir a um espetáculo do Odilon Wagner? — observou o gestor cultural, morador de Petrópolis.
Na literatura, o Festival apresentou, entre outras atrações, o Fórum de Ideias, em Petrópolis, com convidados ilustres e shows poéticos; nas artes visuais, um dos destaques foi a exposição “Planta do pé, linhas da mão – Terra e território”, que passou por Nova Friburgo, Teresópolis e Três Rios; e no audiovisual, foram sucesso as sessões comentadas de importantes filmes brasileiros.
Público e artistas celebram impacto cultural e econômico do evento
O Festival Sesc de Inverno passou pelas cidades de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Três Rios, Valença, Campos dos Goytacazes, Búzios, Maricá, Itaipava (Petrópolis), Sana (Macaé), Cabo Frio, Rio das Ostras, Penedo, Magé, Vassouras, Cardoso Moreira, Casimiro de Abreu, Porciúncula, Silva Jardim, Tanguá, Grussaí (São João da Barra), Raposo (Itaperuna), Barra de São João (Casimiro de Abreu), Varre-Sai e Miguel Pereira.
Moradora de Nova Friburgo, a veterinária aposentada Sônia Silva de Souza, de 64 anos, se organiza todos os anos para assistir aos shows e participar das atividades com o filho, que é pessoa com Síndrome de Down. Nesta edição do Festival, ela destacou apresentações como o espetáculo “As Madames da Feira”, que une música erudita e popular; e Pernacoteca, intervenção literária e teatral, que convida o público a conhecer melhor o universo da literatura.
— Meu filho hoje mesmo subiu em um palco durante a apresentação de um grupo. Aproveitamos muito. A arte cura, faz bem para o corpo, para a alma e para a vida — disse Sônia.
A interação entre artistas e público, este ano, no Festival também foi celebrada por Dalmo Latini Escamilha, um dos integrantes da Fanfarra Circodelica, espetáculo itinerante que mistura circo e música. Ele contou que viveu um momento especial na apresentação, em uma tarde de quarta-feira, quando diversos comerciantes deixaram seus estabelecimentos e se juntaram aos músicos para se divertirem. A parceria, segundo ele, também é imprescindível para manter viva a produção cultural da região.
— Para nós, artistas, o Festival é fundamental. O grupo conta com 11 artistas, o que significa que são 11 famílias impactadas pelo projeto. E esse benefício se estende a toda uma cadeia produtiva, uma rede de pessoas formada por técnicos de som, técnicos de luz e toda uma cidade — explicou o artista.
O Festival Sesc de Inverno é promovido pelo Sesc RJ, com apoio dos sindicatos do comércio varejista e das prefeituras locais.
Foto de Capa: Erbs Jr



