Investigação aponta que síndico teria sido ameaçado por homens armados para contratar empresa de segurança ligada ao grupo

Material apreendido durante operação do MP — Foto: MPRJ/Divulgação
Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (15) em uma investigação sobre a atuação de um grupo suspeito de extorquir moradores de um condomínio residencial em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio.
A operação foi realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e teve como alvos uma empresa de segurança privada ligada aos investigados e endereços residenciais.
Durante as diligências, foram apreendidos celulares, um notebook, pendrives e documentos da empresa.
Segundo o MPRJ, a apuração começou depois que denúncias anônimas relataram que o síndico de um condomínio teria sido coagido por homens armados a contratar uma empresa específica para prestar o serviço de segurança no local.
Antes da contratação, os moradores faziam os pagamentos diretamente aos vigilantes. Após as ameaças, a empresa passou a assumir formalmente o serviço.
De acordo com a investigação, apesar da mudança contratual, a estrutura de segurança teria permanecido praticamente a mesma, com os mesmos profissionais, escalas e equipamentos. O custo, porém, teria dobrado em relação ao valor pago anteriormente.
A suspeita do Ministério Público é de que o grupo utilizava intimidação e ameaça para impor a contratação da empresa e obter vantagem financeira com a prestação do serviço.
As ordens judiciais foram solicitadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa.
A operação contou com equipes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e apoio de policiais militares do 35º BPM, de Itaboraí.
O material apreendido será analisado para aprofundar as investigações e identificar a participação de cada suspeito no esquema.



