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Panorama

Dois são presos em operação contra quadrilha suspeita de roubar e revender veículos no Rio

Polícia Civil cumpre mandados no Complexo do Lins e no Grande Méier; investigação aponta atuação de grupos ligados ao Comando Vermelho

Victor Hugo Martins Rocha, conhecido como Puma, foi preso nesta terça-feira (15)
Reginaldo Pimenta / Agência O Dia

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (15) mira suspeitos de integrar grupos envolvidos em roubos, adulteração e revenda de veículos na Zona Norte do Rio. As diligências acontecem no Complexo do Lins e no Grande Méier e, até a última atualização, duas pessoas haviam sido presas.

Ao todo, os agentes tentam cumprir 16 mandados de prisão, sendo quatro contra pessoas que já estão no sistema penitenciário, além de 17 ordens de busca e apreensão.

Entre os presos está Victor Hugo Martins Rocha, conhecido como Puma. Segundo a polícia, ele teria participação no recebimento de automóveis roubados e no envio desses veículos para outros estados. Um dos carros investigados teria sido encaminhado para Mato Grosso.

A ação é resultado de duas investigações conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP).

Investigação aponta grupos com atuação distinta

Uma das apurações acompanha, desde pelo menos 2024, a atuação de suspeitos na comunidade Árvore Seca, no Complexo do Lins.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria ligação com o Comando Vermelho e estaria envolvido não apenas em roubos de veículos, mas também em receptação, adulteração de identificadores de automóveis e fraudes feitas com celulares e cartões bancários levados das vítimas.

A outra frente da investigação está concentrada no Grande Méier. Segundo os agentes, a quadrilha atuaria de forma organizada, com divisão de tarefas, uso de armas e veículos de apoio durante os crimes.

A delegada Luciana Ribeiro explicou que, em alguns casos, as vítimas também eram obrigadas a fornecer senhas de celulares e contas bancárias. A partir disso, os criminosos fariam transferências de dinheiro, que depois seriam distribuídas por contas de terceiros.

Redes sociais ajudaram a identificar suspeitos

Parte da investigação também avançou a partir da análise de perfis nas redes sociais.

Segundo a polícia, uma das contas atribuídas a um homem apontado como liderança do grupo exibia carros de alto valor, dinheiro em espécie e armas. Os investigadores também encontraram indícios de que as plataformas eram usadas para anunciar ou negociar veículos que teriam sido adulterados.

A exposição desses bens acabou sendo utilizada pela Polícia Civil para identificar alvos e relacionar suspeitos às atividades investigadas.

Durante as buscas desta terça-feira, os agentes procuram armas, munições, celulares, documentos, cartões bancários, peças automotivas e veículos que possam ajudar a esclarecer a participação de cada investigado.

Cerca de 300 policiais participam da operação, que conta com equipes da DRFA-CAP, do Departamento-Geral de Polícia Especializada e da Coordenadoria de Recursos Especiais.

As diligências também integram a Operação Contenção, estratégia do Governo do Estado voltada ao enfraquecimento financeiro, logístico e territorial do Comando Vermelho.

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