Proposta prevê pagamento de cerca de R$ 2,5 milhões em punições e cessão de até dez jogadores; acordo ainda está em discussão

A Ponte Preta negocia uma possível parceria com a SAF do Boavista para conseguir voltar ao mercado e reforçar o elenco na reta final da Série B. A proposta inclui um aporte de aproximadamente R$ 2,5 milhões para quitar pendências que impedem o clube paulista de registrar novos jogadores.
Atualmente, a Ponte enfrenta três transfer bans, sendo dois aplicados pela Fifa e um pela Comissão Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Sem recursos para resolver a situação por conta própria, o clube corre contra o tempo, já que a janela de transferências fecha na sexta-feira (11).
Caso o acordo avance e as punições sejam retiradas dentro do prazo, o Boavista também poderá ceder entre seis e dez atletas para reforçar o elenco campineiro.
As conversas começaram nos últimos dias e envolvem Marcelo Pedroza, um dos presidentes da SAF do clube de Saquarema e investidor da empresa Arte da Bola, responsável pela aquisição de 80% das ações do Boavista em 2024.
O técnico Gilson Kleina, que comandou o time carioca no início da temporada, participou da aproximação entre as partes.
Ainda não há definição sobre como a Ponte devolveria o valor investido. Entre as possibilidades discutidas estão o pagamento futuro como empréstimo financeiro ou uma participação do Boavista em eventuais negociações de atletas formados nas categorias de base da Macaca.
Para o clube do Rio, a parceria também poderia funcionar como vitrine para jogadores que teriam a oportunidade de disputar a Série B.
Crise reduziu elenco da Ponte
A negociação acontece em um dos momentos mais delicados da história recente da Ponte Preta. O clube perdeu 19 jogadores ao longo da competição em meio aos problemas financeiros e vem trabalhando com um elenco reduzido.
Em uma partida contra o América-MG, a paralisação de atletas profissionais obrigou o clube a montar uma equipe formada por jogadores da base para evitar um W.O.
Além das pendências que provocaram os transfer bans, existe a possibilidade de parte de uma eventual ajuda financeira ser destinada a salários atrasados de jogadores, integrantes do departamento de futebol e funcionários. Esse ponto, porém, ainda está sendo discutido.
Há relatos de atletas com meses de vencimentos em aberto e casos, dentro do departamento de futebol, em que os atrasos se aproximariam de um ano.
Dentro de campo, o cenário também é difícil. A Ponte ocupa a lanterna da Série B, com dez pontos, e acumula uma sequência de 20 partidas sem vitória.
Mesmo com a situação esportiva praticamente definida, a comissão técnica busca aumentar as opções do elenco para disputar as rodadas restantes da competição.


