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Panorama

Justiça extingue ação de Júlia Zanatta contra Felipe Neto por falta de andamento

Deputada acusava influenciador de injúria e difamação; processo foi encerrado após parlamentar deixar de se manifestar por mais de 30 dias

Felipe Neto e a deputada federal Júlia Zanatta — Foto: Reprodução

A Justiça do Rio extinguiu a ação penal movida pela deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) contra o influenciador Felipe Neto. A decisão foi tomada pela 41ª Vara Criminal da Capital depois que a parlamentar deixou de dar andamento ao processo dentro do prazo previsto em lei.

Na ação, Zanatta acusava Felipe Neto de injúria e difamação por uma publicação feita nas redes sociais. O influenciador havia relacionado a tiara de flores usada pela deputada a uma simbologia associada ao nazismo. A parlamentar alegou que a postagem atingiu sua honra e sua reputação.

O caso chegou a passar por uma audiência de conciliação em abril de 2025, mas as partes não chegaram a um acordo. Depois que a queixa-crime foi aceita pela Justiça, Felipe Neto apresentou sua defesa.

Segundo a sentença, assinada em 16 de julho, Júlia Zanatta foi intimada em março deste ano para se manifestar no processo, mas não respondeu.

A postagem, publicada no dia 13 de junho de 2024, afirmava que “a tiara de flores na cabeça é tida por muita gente como um símbolo de apologia ao nazismo”. — Foto: Reprodução

Diante da ausência de manifestação por mais de 30 dias, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu que fosse reconhecida a perempção, situação prevista para ações penais privadas quando o autor deixa de promover o andamento do processo.

O juiz Paulo Roberto Sampaio Jangutta acolheu o entendimento do Ministério Público e determinou a extinção da ação.

Na decisão, o magistrado destacou que, por se tratar de uma ação penal privada, cabia à própria deputada garantir o prosseguimento do processo. Como não houve manifestação mesmo após a intimação, a Justiça considerou configurada a hipótese legal para encerramento do caso.

A publicação que deu origem à disputa foi feita em junho de 2024. Nela, Felipe Neto mencionava que a tiara de flores utilizada pela parlamentar era associada, por algumas pessoas, à apologia ao nazismo.

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