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Panorama

Governo do Reino Unido pede investigação da Fifa após jogadores da Argentina exibirem faixa sobre as Malvinas

William Volcov/Parceiro/Agência O Dia

A comemoração da Argentina após a classificação para a final da Copa do Mundo gerou repercussão política internacional. O governo do Reino Unido pediu que a Fifa investigue a atitude dos jogadores argentinos, que exibiram uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas” depois da vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal do torneio.

O secretário de Negócios e Comércio britânico, Peter Kyle, afirmou nesta quinta-feira (16) que a entidade máxima do futebol mundial deve realizar uma apuração “exaustiva” sobre o episódio, ocorrido após a partida disputada em Atlanta.

A política deve ficar separada do futebol. Na verdade, um dos princípios fundamentais da Copa do Mundo é que a política fique separada do futebol”, declarou Kyle à emissora BBC. Segundo ele, cabe à Fifa avaliar o caso e decidir sobre possíveis medidas.

O posicionamento também recebeu apoio do governo do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Um porta-voz de Downing Street afirmou que a posição do Reino Unido sobre o arquipélago permanece a mesma e destacou que a soberania das ilhas deve seguir a vontade de seus habitantes.

A faixa foi exibida por diversos jogadores argentinos após o apito final e chegou a ser colocada sobre o gramado do estádio em Atlanta por Giovani Lo Celso. A mensagem faz referência à disputa histórica entre Argentina e Reino Unido pelo território das Ilhas Malvinas.

Localizadas no Atlântico Sul, a cerca de 600 quilômetros da costa argentina, as ilhas foram palco de uma guerra entre os dois países em 1982. O conflito durou 74 dias e terminou com a vitória britânica, deixando 649 argentinos e 255 britânicos mortos.

Desde então, a Argentina mantém a reivindicação pela soberania do arquipélago, enquanto o Reino Unido defende o direito de autodeterminação dos moradores das ilhas.

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