Panorama

Justiça mantém prisão preventiva de Oruam e rejeita pedido da defesa baseado em diagnóstico de tuberculose

Oruam na chegada à Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ TV Globo

 

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, para revogar sua prisão preventiva. A decisão foi proferida pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, que manteve os dois mandados de prisão expedidos contra o artista.

Os advogados sustentaram que Oruam apresenta um quadro de saúde delicado, com diagnóstico de tuberculose pulmonar, perda significativa de peso e comprometimento dos pulmões, argumentando que a doença exige tratamento imediato e representa risco de transmissão. Apesar disso, a magistrada concluiu que a documentação médica apresentada não possui elementos suficientes para justificar a concessão da liberdade.

Na decisão, a juíza destacou que o cantor permanece foragido há cerca de cinco meses, circunstância considerada determinante para a manutenção da prisão preventiva. Segundo ela, a evasão da Justiça demonstra a necessidade da medida para garantir a aplicação da lei penal.

Oruam responde atualmente a dois processos que resultaram em mandados de prisão. Um deles apura a suposta participação do artista em duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação policial. O outro investiga a suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho.

Além das acusações, a magistrada ressaltou que o cantor também descumpriu medidas cautelares impostas anteriormente, entre elas regras relacionadas ao monitoramento eletrônico, fator que reforçou o entendimento de que medidas alternativas seriam insuficientes neste momento.

A decisão estabelece ainda que, caso Oruam seja preso ou se apresente espontaneamente às autoridades, ele deverá passar por avaliação médica no sistema prisional para verificar seu estado de saúde e receber o atendimento necessário.

 

 

 

 

 

Fonte: G1.

 

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