Panorama

Menina morta em Nova Iguaçu: mãe acredita que criminosos procuravam o pai da criança

Thaís Iolanda, ao lado do marido Leandro Abreu, segurando a roupinha e o perfume de Eduarda Cruz
Érica Martin/ Arquivo Agência O Dia

 

A morte da pequena Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, continua sendo investigada pela Polícia Civil. A mãe da menina, Thaís Iolanda da Cruz, acredita que os criminosos tinham como alvo o pai da criança, Leandro Abreu, que, segundo a família, emprestava dinheiro a juros.

Em entrevista, Thaís contou que o marido utilizava recursos obtidos com uma loja de roupas da família para realizar empréstimos particulares. Ela reconheceu que a prática é irregular e acredita que essa atividade possa ter motivado a invasão à residência.

A mãe também negou que Leandro tenha qualquer ligação com grupos milicianos. Segundo ela, boatos sobre um suposto envolvimento começaram a circular após o crime, mas afirmou que o marido não possui antecedentes criminais.

O ataque aconteceu na madrugada de segunda-feira (22), quando homens armados invadiram a casa da família, em Nova Iguaçu. De acordo com o relato, os criminosos usavam roupas semelhantes às de forças policiais e procuravam por Leandro. Durante a ação, Thaís orientou o marido a fugir para pedir ajuda, enquanto tentava proteger a filha. Eduarda, que havia se escondido em um cômodo da casa, foi atingida por um disparo na cabeça e morreu no local.

Imagens registradas por câmeras de segurança instaladas na residência estão sendo analisadas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, responsável pela investigação. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

A família afirma que já havia sido vítima de uma invasão semelhante há cerca de três anos. Na ocasião, criminosos renderam os moradores e exigiram dinheiro e armas antes de deixarem o imóvel.

Eduarda foi sepultada na última terça-feira (23), em Nova Iguaçu. A morte da criança gerou grande comoção na cidade, e instituições religiosas e educacionais manifestaram solidariedade aos familiares e cobraram justiça pelo caso.

 

 

 

 

 

Fonte: ODia

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