
Divulgação/Alerj
O deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos (PRD), conhecido como Val Ceasa, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta-feira (18) durante uma operação conjunta do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil. A ação apura possíveis vínculos de agentes públicos com integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Além do parlamentar, também são investigados o ex-vereador Ulisses Marins e um ex-assessor parlamentar. Ao todo, a força-tarefa cumpre 14 mandados em endereços localizados na capital fluminense, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e também no Espírito Santo.
Durante as diligências, os agentes apreenderam R$ 341 mil em espécie, cinco armas de fogo, munições, celulares, computadores e equipamentos de armazenamento de dados. Duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma: Suelen Silva dos Reis, ex-companheira do ex-vereador Zico Bacana, morto em 2023, e Michael Jhonny Vianna de Azevedo, assessor ligado ao deputado investigado.
De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam que os envolvidos teriam atuado para obter informações sobre uma operação policial sigilosa que visava demolir construções supostamente utilizadas pelo TCP no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio.
As apurações indicam que os investigados teriam usado influência política para alegar que os imóveis eram destinados a projetos sociais, argumento que, segundo os órgãos responsáveis pela investigação, não foi confirmado. A intervenção teria contribuído para o adiamento da ação policial.
A operação é conduzida por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil. As investigações seguem em andamento para esclarecer a participação dos suspeitos e a possível relação com a organização criminosa.
Em nota, a Alerj informou que acompanha o caso e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Já a Prefeitura do Rio declarou que Ulisses Marins não integra atualmente os quadros do funcionalismo municipal, destacando que uma tentativa de nomeação foi anulada ainda em 2025 após análise dos órgãos de controle interno.
As defesas dos investigados não haviam se manifestado até a publicação desta matéria.



