
A menina Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, encontrada morta após quase 48 horas desaparecida na zona rural de Doverlândia, em Goiás, morreu em decorrência de hipotermia e desidratação. A informação foi confirmada pela Polícia Científica por meio de laudo necroscópico divulgado nesta quinta-feira (18).
Segundo o documento, o corpo da criança não apresentava sinais de violência física nem indícios de violência sexual. Foram identificados apenas arranhões superficiais compatíveis com a exposição ao ambiente onde ela foi localizada.
Maria Fernanda desapareceu na última segunda-feira (15) de uma fazenda onde morava com os pais. O corpo foi encontrado na quarta-feira (17), justamente no dia em que ela completaria dois anos de idade, a cerca de dois quilômetros da residência da família, às margens do Rio Paraíso.
De acordo com a perícia, os exames apontaram um quadro severo de desidratação, indicando privação hídrica prolongada, além de sinais compatíveis com permanência em ambiente frio, úmido e sem abrigo.
Apesar das conclusões iniciais, a Polícia Científica informou que ainda não é possível descartar totalmente a hipótese de afogamento atípico. Por isso, um exame anatomopatológico complementar segue em andamento para esclarecer todos os detalhes da morte.
Desde o registro do desaparecimento, uma grande força-tarefa foi mobilizada para localizar a criança. Equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, policiais militares e integrantes do Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer) participaram das buscas na região.
Durante as diligências, os agentes encontraram objetos pertencentes à menina, incluindo uma fralda e uma peça de roupa, em um rio próximo à propriedade rural. Os itens ajudaram a direcionar os trabalhos até a localização do corpo.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e da morte da criança.



