
Os Estados Unidos e o Irã já assinaram eletronicamente um acordo que prevê o encerramento do conflito entre os dois países no Oriente Médio. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (15) pelo vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, durante entrevista à imprensa dos Estados Unidos.
Apesar da assinatura digital já ter sido realizada, o presidente Donald Trump afirmou que o documento será oficialmente apresentado durante uma cerimônia presencial marcada para a próxima sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o acordo foi assinado por Trump, por J.D. Vance e por Mohammed Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano. O governo norte-americano considera que Qalibaf possui autorização do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, para representar o país nas negociações.
Entre os principais pontos previstos no acordo está a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. A passagem já estaria parcialmente liberada, de acordo com Trump.
O tratado também prevê futuras discussões sobre o alívio de sanções econômicas impostas ao Irã e o desbloqueio de ativos iranianos no exterior. No entanto, as medidas ainda não foram implementadas. O presidente norte-americano afirmou que qualquer flexibilização dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos por Teerã.
Mesmo com o avanço diplomático, autoridades iranianas afirmaram que a relação com Washington continua marcada pela desconfiança. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que o país mantém reservas em relação às intenções dos Estados Unidos.
Outro tema que gerou debate após o anúncio do acordo envolve o Estreito de Ormuz. Trump afirmou que não haverá cobrança de pedágio para a passagem de embarcações pela região. Já o governo iraniano informou que pretende cobrar taxas relacionadas a serviços de navegação, proteção ambiental, seguros e suporte operacional aos navios que utilizarem a rota.
Por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo, o Estreito de Ormuz é considerado estratégico para a economia global. A expectativa é que mais detalhes do acordo sejam divulgados após a cerimônia oficial prevista para esta semana.



