
O relator da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 na Câmara dos Deputados, Leo Prates (Republicanos-BA), defendeu que o governo federal retire a urgência constitucional do projeto que trata do tema. A medida, segundo ele, permitiria destravar a pauta da Câmara e garantir o andamento de outras votações consideradas importantes.
A declaração foi feita após mais uma semana de impasse no Congresso. Atualmente, a pauta da Câmara está travada devido à urgência constitucional apresentada pelo governo para um projeto de lei relacionado à redução da jornada de trabalho. Com isso, diversos projetos deixam de ser analisados enquanto a proposta não avança.
Nos bastidores, integrantes do governo admitem que a manutenção da urgência funciona como uma forma de pressionar o Senado a acelerar a discussão da PEC. Já parlamentares da Câmara avaliam que a estratégia tem provocado desgaste político e impedido a votação de projetos considerados prioritários.
O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), informou que ainda não há previsão para a retirada da urgência. Integrantes da equipe econômica argumentam que a medida só deverá ser tomada quando houver maior segurança sobre o avanço da proposta no Senado.
A PEC que prevê o fim da escala 6×1 é uma das pautas trabalhistas mais debatidas dos últimos meses. A proposta busca reduzir a jornada de trabalho dos brasileiros e tem mobilizado sindicatos, trabalhadores e representantes do setor produtivo em todo o país.
Enquanto o Senado não define o cronograma de votação, o impasse continua impactando o andamento das atividades legislativas na Câmara dos Deputados.



