Panorama

Operação prende suspeitos de manter família refém em roubo a casa em Niterói

Suspeitos presos durante a operação da Polícia Civil contra a quadrilha investigada por roubos a residências em Niterói — Foto: Divulgação
Suspeitos presos durante a operação da Polícia Civil contra a quadrilha investigada por roubos a residências em Niterói — Foto: Divulgação

Uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (17), quatro homens suspeitos de integrar uma quadrilha que invadiu uma casa e manteve uma família refém por mais de três horas no bairro Cafubá, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Segundo as investigações da 81ª Delegacia de Polícia (Itaipu), o crime aconteceu por volta das 3h do dia 13 de agosto de 2025. Criminosos armados invadiram o imóvel, renderam os moradores e os mantiveram imobilizados com lacres plásticos.

Durante o assalto, as vítimas ficaram sob ameaça constante enquanto os suspeitos vasculhavam a casa em busca de objetos de valor, como televisores, computadores e celulares.

Os moradores também foram obrigados a informar senhas bancárias e realizar transferências, incluindo Pix, o que causou um prejuízo de cerca de R$ 13 mil.

De acordo com a polícia, parte da quadrilha permaneceu do lado de fora da residência monitorando a movimentação e dando apoio à ação criminosa. Os assaltantes ficaram aproximadamente três horas e meia no local e só deixaram o imóvel por volta das 6h30, levando também o carro da família.

Operação contra a quadrilha

Nesta terça-feira, agentes deflagraram a Operação Canastra Suja para cumprir oito mandados de prisão preventiva em Niterói e São Gonçalo.

Quatro suspeitos foram presos: Alan dos Santos Rodrigues, apontado como participante direto da invasão, além de Nathan Sales Martins, Matheus Tavares Guimarães Soares e Luivy Cadilhe Nunes da Silva, investigados por envolvimento no esquema de movimentação financeira da quadrilha.

Outros quatro investigados ainda são procurados.

Investigação continua

De acordo com o delegado Deoclécio Assis, uma nova fase da investigação deve apurar como os criminosos escolhiam as vítimas.

A suspeita é que o grupo tivesse acesso a informações privilegiadas sobre os moradores, o que explicaria o tempo prolongado dentro da residência sem levantar suspeitas.

A Polícia Civil também investiga se a quadrilha está envolvida em outros roubos a casas na Região Oceânica de Niterói.

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