
O apresentador Ratinho comentou ao vivo, na edição de segunda-feira (16) do Programa do Ratinho, a polêmica envolvendo declarações feitas sobre a deputada federal Erika Hilton. Durante o programa, ele afirmou que não pretende mudar seu posicionamento.
A controvérsia começou após Ratinho declarar, em um programa exibido no último dia 11, que a parlamentar “não é mulher” ao comentar sua eleição para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara. A fala gerou críticas nas redes sociais e levou a deputada a apresentar uma ação judicial contra o apresentador.
No programa desta semana, Ratinho afirmou ter recebido muitas mensagens de apoio após o episódio.
Segundo ele, a repercussão nas redes sociais foi grande, com centenas de comentários sobre o assunto. O apresentador disse ainda que seu estilo direto de falar sempre marcou sua trajetória na televisão e no rádio.
“De todos os defeitos que eu tenho, e eu tenho muitos, o que mais incomoda as pessoas é a minha sinceridade. Quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e lacração”, afirmou.
Ratinho acrescentou que não pretende mudar seu comportamento por causa das críticas.
“Quem gosta de mim vai continuar gostando, quem não gosta vai continuar não gostando. Eu não vou mudar meu jeito de ser para agradar quem quer que seja”, declarou.
Entenda o caso
Durante o programa exibido no dia 11, o apresentador questionou a eleição de Erika Hilton para comandar a Comissão da Mulher da Câmara e afirmou que a parlamentar, que é uma mulher trans, não deveria ocupar o cargo. A declaração gerou acusações de transfobia por parte de internautas.
Após o episódio, Erika Hilton informou nas redes sociais que entrou com uma ação contra o apresentador e pediu investigação do caso. O pedido foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância.
Segundo o Ministério Público Federal, declarações desse tipo podem ser enquadradas como discurso discriminatório, por deslegitimarem a identidade de pessoas trans.
Especialistas em Direito Penal ouvidos pela imprensa apontam que casos de injúria homofóbica ou transfóbica podem resultar em penas que chegam a cinco anos de prisão, dependendo das circunstâncias.


