
A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou segunda-feira (16) um novo processo de restauração do Arcos da Lapa, um dos monumentos históricos mais conhecidos da cidade. A intervenção é coordenada pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e prevê a recuperação estrutural e estética do patrimônio.
Com investimento de cerca de R$ 1,7 milhão, os trabalhos incluem limpeza, recuperação e pintura do monumento, além de melhorias no entorno. A estrutura possui 42 arcos de estilo romano, cerca de 270 metros de extensão e 17 metros de altura, o que exige o uso de andaimes, plataformas elevatórias e também técnicas de rapel executadas por alpinistas industriais.
A previsão da prefeitura é que as obras sejam concluídas em aproximadamente quatro meses. Durante o período, também será feita a revitalização de áreas próximas, como o pavimento da Praça Cardeal Câmara e o passeio em pedras portuguesas ao redor do monumento.
Técnicas de restauro preservam características históricas
Por se tratar de um bem protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a restauração seguirá técnicas tradicionais de conservação. Entre elas está o uso de argamassa à base de cal virgem, material semelhante ao utilizado na época da construção do aqueduto, responsável pela cor branca característica da estrutura.
A última intervenção no monumento havia sido realizada em 2022.
Lapa segue entre os lugares mais visitados do Rio
Localizados no bairro da Lapa, os arcos fazem parte de uma região conhecida pela intensa vida cultural e boêmia. O local reúne espaços tradicionais como o Circo Voador e a Fundição Progresso.
Dados do Observatório do Turismo Carioca indicam que, em 2025, a Lapa ficou entre os pontos mais visitados por turistas. O bairro recebeu mais de 7,4 milhões de visitantes, considerando turistas nacionais, estrangeiros e moradores, um crescimento de 10,5% em relação a 2024.
Monumento histórico da cidade
Construído entre 1723 e 1750, o aqueduto foi projetado pelo engenheiro militar José Fernandes Pinto Alpoim. Inicialmente, sua função era transportar água do Rio Carioca até o centro da cidade, abastecendo o chafariz do Largo da Carioca.
Desde 1896, a estrutura também serve de passagem para o tradicional bondinho que liga o Centro ao bairro de Santa Teresa.
Com a criação do Iphan, em 1938, o monumento foi oficialmente tombado e passou a ser reconhecido como um dos principais símbolos históricos e arquitetônicos da cidade.


