
O motivo da torcida nacional é o filme brasileiro O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura. O longa chega à disputa com quatro indicações, incluindo Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator.


Fenômeno de público
Mesmo competindo com grandes produções de Hollywood, o longa brasileiro lidera a bilheteria entre os filmes indicados ao prêmio principal. Segundo dados do portal FILME B, o filme já vendeu mais de 2,4 milhões de ingressos e arrecadou mais de R$ 50 milhões.
Entre os dez concorrentes ao Oscar de Melhor Filme, ele também é o de menor orçamento, o que torna sua trajetória ainda mais simbólica no cenário internacional.
Sessões coletivas e torcida nos cinemas
Em diversas cidades brasileiras, a cerimônia será acompanhada coletivamente. No Rio de Janeiro, por exemplo, o exibidor Cavi Borges organiza há 25 anos uma transmissão pública da premiação.
O evento, que começou de forma pequena, cresceu ao longo do tempo. Em 2025, quando o Brasil venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional com Ainda Estou Aqui, o cinema registrou lotação máxima, com cerca de duas mil pessoas acompanhando a premiação.
Para 2026, a programação inclui:
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bolão de apostas sobre os vencedores
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quiz sobre cinema
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concurso de sósias de Wagner Moura
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transmissão simultânea em salas do Estação Net Rio e Estação Net Botafogo
Impacto no cinema brasileiro
Para Kleber Mendonça Filho, a presença de O Agente Secreto no Oscar tem um significado cultural mais amplo. O diretor afirma que o reconhecimento internacional representa uma forma de “soft power brasileiro”, projetando a cultura do país no cenário global.
O filme também se destaca por combinar características de cinema autoral com grande alcance de público — algo considerado raro no mercado audiovisual.
Disputa aberta
Apesar da forte torcida brasileira, especialistas apontam concorrentes fortes na disputa principal. O filme Pecadores, de Ryan Coogler, aparece em algumas previsões como possível vencedor.
Na categoria de melhor ator, Wagner Moura disputa o prêmio com nomes de peso, como Timothée Chalamet e Michael B. Jordan.
Mesmo assim, no Brasil o sentimento é de expectativa e orgulho. A mobilização nas redes sociais, em podcasts e em eventos de cinema mostra que o país vive um momento raro: o de ver o cinema nacional novamente no centro da conversa mundia



