
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país estabeleceu condições para encerrar o conflito com Estados Unidos e Israel. Entre as exigências estão o reconhecimento dos direitos do Irã, o pagamento de reparações pelos ataques sofridos e garantias internacionais de que novas agressões não voltarão a ocorrer.
Em publicação nas redes sociais, o presidente declarou que essas seriam as bases para uma possível negociação de paz. Segundo ele, o conflito teve início após ações militares atribuídas aos Estados Unidos e a Israel, e só poderá ser encerrado com o reconhecimento dos danos causados ao país.
Pezeshkian também afirmou ter conversado com lideranças da Rússia e do Paquistão para reforçar o compromisso do governo iraniano com a busca por uma solução diplomática.
O confronto entre os países começou no fim de fevereiro, após um ataque conjunto de forças americanas e israelenses em Teerã que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de outras autoridades do alto escalão do governo.
Desde então, a tensão se espalhou pela região do Oriente Médio. O Irã realizou ataques contra alvos que, segundo o governo, estariam ligados a interesses dos Estados Unidos e de Israel em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
De acordo com organizações de direitos humanos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início do conflito. Autoridades americanas também confirmaram a morte de soldados dos Estados Unidos em ataques ligados à ofensiva iraniana.
O conflito ainda se estendeu ao Líbano, após o grupo Hezbollah, aliado do Irã, lançar ataques contra território israelense em resposta à morte de Khamenei. Em reação, Israel intensificou bombardeios contra posições do grupo no país vizinho.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho político escolheu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei. Especialistas avaliam que a escolha representa a continuidade da linha política do governo anterior.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão e afirmou que a escolha do novo líder foi um “grande erro”. Segundo ele, o processo deveria ter contado com participação internacional.



