Panorama

Lula atribui crise alimentar em Cuba a perseguição ideológica

Declaração foi feita durante a cerimônia de abertura da 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe. Reprodução / Youtube

Durante participação na conferência regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), realizada em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as dificuldades enfrentadas por Cuba não decorrem de incapacidade produtiva, mas de restrições impostas ao país ao longo dos anos.

Segundo Lula, decisões políticas e disputas ideológicas acabam interferindo na destinação de ajuda internacional. Para ele, o enfrentamento da fome deveria ser tratado como prioridade global, independentemente do posicionamento político das nações.

No discurso, o presidente argumentou que Cuba possui capacidade de produção e geração de energia, mas enfrenta barreiras que limitam seu acesso a recursos e insumos. Ele também mencionou o Haiti como exemplo de país que vive situação ainda mais grave de insegurança alimentar e instabilidade social.

Lula criticou a concentração de renda no cenário internacional e afirmou que grandes empresas globais acumulam receitas superiores ao PIB de diversos países, enquanto milhões de pessoas continuam em situação de vulnerabilidade.

O presidente defendeu a ampliação dos investimentos públicos no combate à pobreza e sugeriu a redistribuição de recursos dentro do próprio orçamento governamental para fortalecer políticas sociais. Ele ainda avaliou que a fome não recebe a devida atenção de líderes mundiais, diferentemente do que ocorre com organizações da sociedade civil e entidades religiosas.

A conferência reúne representantes de países da América Latina e do Caribe para discutir estratégias de segurança alimentar e desenvolvimento sustentável na região.

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