Panorama

Terceira jovem denuncia integrante de grupo investigado por estupro coletivo em Copacabana

Quatro jovens são réus por estupro coletivo de menor em Copacabana — Foto: Reprodução/ TV Globo
Quatro jovens são réus por estupro coletivo — Foto: Reprodução/ TV Globo

Uma nova denúncia foi registrada na terça-feira (3) envolvendo um dos réus investigados por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Com o novo relato, chega a três o número de jovens que afirmam ter sido vítimas do grupo.

A jovem compareceu à 12ª DP (Copacabana), acompanhada da mãe, para prestar depoimento. Segundo ela, o caso teria ocorrido em outubro do ano passado, durante uma festa de estudantes. O suspeito apontado é Vitor Hugo Oliveira Simonin.

De acordo com o delegado Angelo Lages, o registro dessa terceira vítima ainda está em fase inicial de apuração. “A investigação está apenas no começo”, afirmou.

Na segunda-feira (2), outra adolescente também procurou a polícia e relatou ter sido vítima de abuso em 2023 por ao menos dois dos réus denunciados no caso principal. Conforme o depoimento, o fato teria ocorrido quando ela tinha 14 anos. Hoje, está com 17.

Respondem ao processo pelo caso em Copacabana:

  • Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos (preso após se apresentar na 12ª DP);

  • João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos (preso após se entregar na 10ª DP);

  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos (se entregou na 54ª DP);

  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos ( se entregou na 12ª DP)

Eles são réus por estupro, com agravante de a vítima ser menor de idade, além de cárcere privado.

A denúncia foi aceita pela 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente, após manifestação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Segundo os promotores, o relatório final da investigação aponta para a violência e a gravidade dos atos praticados.

Há ainda um adolescente investigado por possível participação. Por se tratar de menor de idade, o inquérito foi desmembrado e encaminhado ao MPRJ, com pedido de medida socioeducativa por ato infracional análogo ao crime. O caso está sob análise da Vara da Infância e da Juventude.

O delegado informou que avalia solicitar a quebra do sigilo telemático do menor e de Mattheus, que se apresentou à polícia nesta terça, para avançar nas investigações.

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