Panorama

Mãe de adolescente desaparecido há 10 meses cobra avanço nas investigações

José Miguel, de 16 anos, está desaparecido há cinco meses, em Itaguaí — Foto: Reprodução
José Miguel, de 16 anos, está desaparecido há cinco meses, em Itaguaí — Foto: Reprodução

A mãe de José Miguel da Cruz Costa, de 16 anos, desaparecido desde 3 de abril do ano passado, cobra mais agilidade nas investigações sobre o sumiço do filho. Dez meses após o caso, Lília Cruz afirma que deseja ao menos saber o que aconteceu para poder encerrar a angústia da família.

“Eu só quero saber o que houve com o José Miguel. Onde está? O que aconteceu? Não quero saber quem foi, eu quero dar um enterro para o meu filho e acabar com essa agonia”, relatou ao G1

O caso é conduzido pelo Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

A reportagem questionou a polícia sobre a oitiva formal de testemunhas que relataram a presença de homens armados, a análise de imagens de câmeras de segurança da região e a identificação do veículo citado nos relatos. Segundo a TV Globo, os primeiros pedidos de esclarecimento foram feitos em fevereiro e só houve resposta dias depois. Antes disso, o delegado responsável informou apenas que o inquérito foi instaurado e que as investigações estão em andamento, sem detalhar as diligências realizadas.

No site do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro consta que o inquérito foi encaminhado ao órgão em 18 de dezembro. Em 9 de janeiro, o MPRJ solicitou novas diligências à Polícia Civil, estabelecendo prazo de 90 dias para conclusão.

Relato do Desparecimento

José Miguel desapareceu após sair da escola onde cursava o 2º ano do ensino médio, em Itaguaí. Na manhã do sumiço, a mãe o levou até o Ciep João Conceição Canuto.

Segundo Lília, por volta das 12h30, ela foi avisada por conhecidos de que o filho teria sido levado na praça próxima à escola. Testemunhas relataram que o adolescente foi abordado por homens armados, vestidos de preto, colocado em um carro e obrigado a desbloquear o celular.

A mãe afirma que informou à polícia sobre a existência de câmeras de segurança na região, mas critica a atuação inicial das equipes. “Não enviaram viatura, não recolheram imagens. Não fizeram nada”, disse.

Desde então, o jovem não foi mais visto. No dia do desaparecimento, ele vestia camisa branca, calça jeans, mochila e tênis pretos. O celular foi bloqueado pouco tempo depois.

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