
O motorista identificado por uma idosa de 71 anos como autor de um estupro dentro de um ônibus, no último domingo (22), já havia sido indiciado por um crime semelhante há quase sete anos. Nos dois casos, segundo as investigações, ele teria parado o coletivo, apagado as luzes e fechado as portas antes de atacar as vítimas.
Em 2019, a denúncia partiu de uma jovem de 20 anos, que reconheceu o condutor na 37ª DP. Na ocasião, ele foi indiciado por importunação sexual.
De acordo com o relato da vítima à polícia, o caso ocorreu em um ônibus da empresa Paranapuã, na Ilha do Governador. Após o último passageiro desembarcar, o motorista teria pedido que ela saísse do veículo e retornasse pela porta traseira. Quando a jovem entrou, ele apagou as luzes, fechou as portas e pulou a catraca para atacá-la, tentando beijá-la e tocando suas nádegas enquanto dizia que queria manter relação sexual ali mesmo.
Ela conseguiu se desvencilhar e procurou ajuda. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que apresentou denúncia pelo mesmo crime. O processo tramita em segredo de Justiça. Não houve pedido de prisão, e o motorista assumiu o compromisso de comparecer periodicamente à Justiça, mas deixou de se apresentar em janeiro deste ano.
Novo caso
No episódio mais recente, a vítima é uma idosa de 71 anos. Ela reconheceu o motorista após ter acesso às imagens das câmeras de segurança do coletivo e prestou depoimento na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro.
As gravações foram enviadas pela empresa Sou Transportes, responsável pela linha 383 (Realengo x Praça da República), onde o crime teria ocorrido. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que o suspeito já foi identificado e é considerado foragido.
Segundo a idosa, ela havia visitado a irmã e, ao retornar para casa, embarcou na linha 383 por volta das 20h30. Havia apenas mais um passageiro no ônibus, que desceu pouco depois. Durante o trajeto, o motorista iniciou conversa e, mesmo após pedir para parar o veículo, seguiu até outro ponto no Centro do Rio.
Ela afirma que o homem estacionou o coletivo, apagou as luzes e cometeu o estupro. Após o ataque, ele teria aberto as portas e permitido que ela saísse.
Notas das empresas
Em nota, a Sou Transportes declarou que lamenta a denúncia, informou que apura os fatos e que está colaborando com as autoridades. A empresa afirmou ainda que repudia qualquer tipo de violência.
Já a Paranapuã informou que o motorista foi desligado ao fim do contrato de experiência, após o episódio de 2019, e reforçou que não compactua com condutas violentas.
O nome do suspeito não foi divulgado.



