
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (25), uma operação contra um grupo ligado ao Comando Vermelho especializado em explosões de caixas eletrônicos e roubos a residências de alto padrão. Até a última atualização, sete pessoas haviam sido presas, entre elas um policial militar.
A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que cumpre 16 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão. As diligências ocorrem na capital, Niterói e Itaboraí, além de Joinville, em Santa Catarina.
Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 30 milhões em cinco anos. A Justiça também foi acionada para bloquear valores e tornar indisponíveis imóveis e veículos de luxo ligados aos investigados.
Estrutura e apoio logístico
De acordo com a polícia, o esquema contava com um núcleo responsável por mapear alvos e levantar informações estratégicas. Nos ataques a caixas eletrônicos, os criminosos utilizavam maçaricos industriais para violar os terminais.
Ainda conforme os investigadores, integrantes que vinham de Santa Catarina recebiam suporte logístico no Rio. Esse apoio incluía fornecimento de carros roubados para fuga, ferramentas usadas nas ações e locais para esconderijo antes e depois dos crimes.
Lavagem de dinheiro
A apuração aponta que a movimentação financeira era feita por meio de contas em nome de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.
Parte da lavagem de dinheiro, segundo a polícia, ocorria em uma joalheria localizada em Niterói, que também é investigada por supostamente dissimular valores provenientes do tráfico de drogas no Complexo do Viradouro.
Além das prisões, as medidas judiciais buscam enfraquecer financeiramente a organização e interromper suas atividades criminosas.



