
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, nesta terça-feira (24), mais uma fase da Operação Espoliador, voltada ao combate de crimes como roubo, latrocínio e receptação. Até o início da tarde, 305 pessoas haviam sido presas em diferentes regiões do estado.
A ofensiva mobilizou delegacias da capital, da Baixada Fluminense e do interior, além de departamentos especializados e de homicídios. O objetivo é desarticular toda a cadeia criminosa, atingindo desde lideranças e executores até colaboradores e receptadores.
De acordo com o secretário da corporação, Felipe Curi, parte dos crimes patrimoniais é incentivada por organizações criminosas que também atuam com o tráfico de drogas. Ele afirmou que a maioria dos detidos é reincidente — cerca de 66% já possuíam antecedentes criminais — e defendeu mudanças na legislação penal para endurecer punições.
O secretário também destacou o papel da receptação na manutenção dos roubos, afirmando que a compra de produtos furtados ou roubados estimula novas ações criminosas. Segundo ele, como a pena mínima para esse crime é inferior a quatro anos, muitos presos em flagrante acabam liberados após audiência de custódia.
Prisões de destaque
Entre os capturados está um suspeito de integrar uma quadrilha especializada em roubos de veículos, com atuação principalmente em São Gonçalo. Ele possui 11 anotações criminais e quatro mandados de prisão em aberto.
Policiais da 35ª DP (Campo Grande) prenderam ainda dois milicianos que atuavam em Nova Iguaçu. Conforme a delegada Raissa Celes, a dupla integra o grupo comandado por Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como “Juninho Varão”. Com eles, foram apreendidos arma de fogo, munições e uma farda operacional.
Outro preso, localizado na Taquara, acumulava 17 registros criminais. Já agentes da 31ª DP (Ricardo Albuquerque) capturaram Matehus Maia de Azeredo, apontado como responsável pela morte da produtora cultural Bianca Villaça, assassinada em agosto do ano passado na Zona Oeste.
Segundo a Polícia Civil, uma das facções investigadas concentra cerca de 80% dos roubos de veículos e 90% dos roubos de carga na capital e na Região Metropolitana. As diligências seguem em andamento para o cumprimento de outros mandados.



