Panorama

Ataque a tiros deixa seis mortos em bar de Nova Iguaçu; Filho de dono de jornal está entre os seis mortos

Um ataque a tiros deixou seis pessoas mortas e uma mulher ferida na noite deste domingo (8), em um bar localizado na Rua Geni Saraiva, no bairro Cerâmica, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Júlio César Ornelas de Lemos, de 53 anos, filho do diretor-presidente do jornal Hora H, da Baixada Fluminense, está entre os mortos no ataque a tiros a um bar no bairro Ponto Chic. Outras cinco pessoas, incluindo uma mulher que passava pelo local, morreram baleadas.

Cinco homens morreram ainda no local. Duas mulheres que passavam pela rua também foram atingidas. Uma delas, Ana Cristina dos Santos, de 57 anos, foi baleada na região dorsal, passou por procedimento cirúrgico no Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada desta segunda-feira (9). Também vítima de bala perdida, Jéssica Lorena Sampaio, de 34 anos, foi atingida na perna, passou por atendimento médico e recebeu alta em seguida.

Lucas Omena Oliveira também está entre os mortos. Ele era proprietário de um salão de festas em Nova Iguaçu. Segundo informou a namorada, Lucas não tinha inimigos, mas teria se envolvido em uma briga generalizada no mês passado. Foram identificados também Ramon Nunes Toledo, de 21 anos, e Flávio Alves de Lemos, de 58 anos.

As investigações estão a cargo da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Após o ocorrido, a página do jornal ficou fora do ar. Procurada, a família informou que não irá se pronunciar.

“Neste momento, a família Lemos não irá se pronunciar, até porque ainda não há fatos concretos esclarecidos. As informações que temos são as mesmas que vêm sendo divulgadas pela imprensa até agora. Vamos aguardar o andamento das investigações e, somente após a apuração dos fatos, será feito um pronunciamento oficial”, explicou.

No Instituto Médico Legal do município, um amigo dos rapazes, Leandro de Souza, lamentou o ocorrido. “A gente sente porque é uma pessoa que eu conhecia, né? Eu vi crescer todos, foram criados comigo. Da época de sofrimento meu. São gente boa, não são envolvidos em nada de parada de errada”, disse.

Em 2019, Júlio chegou a ser preso enquanto trabalhava como gerente de um hotel na cidade de Porto Seguro, no sul da Bahia. Ele era suspeito de ter matado um casal em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em 2017.

De acordo com a Polícia Militar, a área foi isolada após o crime e a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi acionada para realizar a perícia. A Polícia Civil informou que, entre os mortos, está Fagner Ribeiro de Paiva.

A Polícia Civil investiga se Fagner era o alvo da ação criminosa. Segundo testemunhas, Fagner era dono de pontos de van de diferentes linhas que faziam o trajeto Rio–Baixada Fluminense. Ele já havia sido preso por porte ilegal de arma e por não pagamento de pensão alimentícia.

No carro de Fagner, foi encontrada uma balaclava (um tipo de capuz) preta. Segundo a polícia, Fagner estava com um coldre quando morreu, mas nenhuma arma foi encontrada.

Até o momento, não há informações sobre o local e horário do enterro das vítimas.

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