
Um homem apontado pela Polícia Civil como responsável pelo fornecimento de armas e drogas para comunidades dominadas pelo Comando Vermelho (CV) foi preso na madrugada desta quarta-feira (19), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
Carlos Alberto de Lima da Silva, de 42 anos, conhecido como Cascão, foi localizado por agentes da 76ª DP (Centro de Niterói) na Avenida Professor João Brasil, no Fonseca, enquanto visitava a namorada.
Segundo as investigações, ele atuava como um dos responsáveis pela cadeia de abastecimento de comunidades controladas pela facção no interior do estado e na Região Metropolitana. O armamento que chegava às mãos do grupo teria origem no Paraguai, país onde Silva já viveu e também foi preso.
Por conta dessa ligação com o tráfico internacional de armas, o investigado passou a ser chamado de “Fernandinho Beira-Mar de Niterói e São Gonçalo”.
Investigação aponta atuação na logística do tráfico
A prisão ocorreu durante uma etapa da Operação Fronteira Quebrada, que busca atingir a estrutura de tráfico responsável pelo controle de comunidades como os morros do Estado, da Chácara e do Arroz, além de outras áreas próximas ao Centro de Niterói.
De acordo com o inquérito, Silva voltou a viver em Niterói após deixar a prisão, em dezembro do ano passado. Desde então, teria retomado contatos com integrantes do CV em localidades como Nova Brasília, no Fonseca, e Morro do Castro, em São Gonçalo.
A polícia afirma que o homem exercia funções relacionadas à organização financeira e logística da facção nos dois municípios.
As investigações também apontam que Silva coordenava a aquisição e a distribuição de drogas e armas. Segundo a Polícia Civil, ele ainda participava da preparação e embalagem dos entorpecentes e da definição de estratégias de segurança armada nas comunidades.
Prisão aconteceu no Paraguai em 2019
Esta não é a primeira prisão de Carlos Alberto de Lima da Silva. Em 2019, ele foi localizado na cidade paraguaia de Presidente Franco durante a Operação Background, realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Na época, as investigações já apontavam Silva como um dos responsáveis pela estrutura de fornecimento de armas e drogas para comunidades de Niterói.
Ele acabou condenado a oito anos de prisão pela 4ª Vara Criminal de Niterói.
Durante aquela investigação, Silva chegou a ser considerado um possível sucessor de Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, o Marcelo Piloto, apontado como um dos principais traficantes do Comando Vermelho. Marcelo Piloto foi preso no Paraguai em 2017, após anos foragido.
Após a nova prisão, os investigadores continuam trabalhando para identificar outros integrantes que fariam parte da estrutura de abastecimento e logística do Comando Vermelho na região.



