
O Instituto Rio Metrópole (IRM) vai devolver R$ 70 milhões ao governo do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (19), após uma revisão dos gastos da autarquia determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto.
Segundo o governo estadual, o valor estava previsto no orçamento do instituto, mas uma análise financeira apontou que o IRM consegue manter seus contratos e obrigações sem utilizar essa quantia. O governo considera a devolução a primeira restituição efetiva de recursos dentro do processo de revisão de gastos.
A autarquia foi alvo da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro, no mês passado. A investigação apura suspeitas de contratos ilegais, e seis pessoas foram presas, entre elas Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, que presidia o instituto.
Após a operação, a cúpula do IRM foi exonerada e uma auditoria foi determinada. O levantamento completo das contas e contratos deve ser concluído até outubro.
Além dos R$ 70 milhões, o instituto possui aproximadamente R$ 300 milhões em um fundo formado por recursos de diferentes fontes. Um estudo técnico e jurídico avalia a possibilidade de devolver parte desse montante aos cofres estaduais.
Desde que Ricardo Couto assumiu o governo interinamente, em março, 5.968 servidores comissionados foram exonerados, segundo o governo, gerando uma economia estimada de R$ 280 milhões até o fim de 2026.
O atual presidente interino do IRM, Roberto Leão, afirmou que a auditoria encontrou indícios de uso indevido dos recursos da autarquia. A investigação, porém, ainda está em andamento.
Criado em 2018, o Instituto Rio Metrópole atua em projetos relacionados a habitação, saneamento, economia, urbanização e mobilidade na Região Metropolitana do Rio. O órgão recebe mensalmente 0,5% da receita arrecadada com contas de água e esgoto da região.



