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Panorama

Adolescente autista é agredido dentro de escola em Cabo Frio, denuncia família

Mãe afirma que filho de 15 anos já havia relatado ameaças antes do episódio; Secretaria de Educação abriu apuração. Foto: Reprodução

 

Um adolescente autista de 15 anos teria sido agredido durante o recreio de uma escola municipal de Cabo Frio, na Região dos Lagos. O caso aconteceu no último dia 6, na Escola Municipal Professor Alfredo Castro, e levou a família a registrar ocorrência e procurar o Conselho Tutelar.

A mãe do estudante, Edlaine Guimarães, afirma que o filho, Pedro Lucas Guimarães de Sousa Nogueira, foi atingido por três socos em uma área afastada da unidade. Segundo ela, o adolescente apontado como responsável seria de outra turma.

A família afirma que o episódio não foi o primeiro problema enfrentado pelo jovem na escola. Antes da agressão, Pedro teria contado que vinha recebendo ameaças de outros alunos. Para a mãe, a escola deveria ter adotado medidas de proteção após os primeiros relatos.

Segundo Edlaine, o adolescente telefonou para avisar que estava passando mal, mas não teria contado inicialmente que havia sido agredido. A mãe foi até a escola e, conforme seu relato, recebeu a informação de que o filho havia apresentado apenas um mal-estar.

Foi somente depois que retornou para casa que ela percebeu um ferimento no rosto do adolescente.

A família procurou uma unidade de saúde, registrou boletim de ocorrência e levou Pedro para o exame de corpo de delito. O Conselho Tutelar também foi procurado.

A mãe afirma que, em uma conversa posterior com representantes da escola, questionou a ausência de informações sobre a agressão nos registros do estudante.

Família relata outras situações de ameaça

Durante as conversas com o filho, os familiares afirmam ter tomado conhecimento de outros episódios que teriam ocorrido dentro da escola.

Segundo Edlaine, Pedro já teria sido ameaçado anteriormente e chegou a ter uma arma de brinquedo mostrada por outro aluno. A mãe afirma que a própria escola confirmou que um estudante havia sido encontrado com um objeto desse tipo na unidade.

A família também relata que Pedro teria sido ameaçado novamente depois de uma reunião realizada na escola. O adolescente estaria com medo de voltar às aulas e, segundo os parentes, também passou a evitar sair de casa.

A mãe defende que as escolas tenham profissionais mais preparados para atender estudantes autistas e lidar com situações de violência envolvendo esse público.

Diante do ocorrido, os familiares pretendem transferir Pedro para outra unidade municipal. A preferência é pela Escola Municipal Márcia Franciscone, por ser mais próxima da residência.

Edlaine esteve na Secretaria Municipal de Educação nesta terça-feira (18) para apresentar o caso. Segundo ela, a situação será analisada pela Superintendência responsável.

A mãe afirma que foi informada sobre a falta de vagas na escola pretendida e que uma das possibilidades apresentadas seria a transferência para outra unidade vinculada à mesma direção da escola onde ocorreu a agressão. Uma mudança de turno também teria sido sugerida.

Secretaria diz que investigação está em andamento

A Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio informou que acompanha o caso e que uma equipe da pasta, junto à direção da escola, está apurando o que aconteceu.

Segundo a Secretaria, os alunos envolvidos foram ouvidos e também está sendo analisado o trabalho realizado pelo profissional de apoio que acompanhava o adolescente no momento do episódio.

A pasta afirmou que ainda não é possível determinar se houve falha no acompanhamento ou apontar responsabilidades individuais.

Também estão sendo verificadas as denúncias da família sobre ameaças, bullying e outros conflitos anteriores envolvendo o estudante.

A Secretaria informou que Pedro possui um profissional de apoio exclusivo e que a Escola Municipal Professor Alfredo Castro atende atualmente 33 estudantes com deficiência, com 25 auxiliares de classe.

A pasta acrescentou que mantém ações de prevenção à violência, ao bullying e ao cyberbullying e afirmou que continuará acompanhando o caso para garantir a segurança e a inclusão dos estudantes.

Essa é a diferença que vou manter daqui para frente: mudar a abertura, a ordem dos fatos, os títulos, os subtítulos e a construção dos parágrafos, preservando os fatos e as informações essenciais. Não apenas “sinônimos”.

Informações: ODia.

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