
Um homem foi preso em flagrante após a Polícia Civil descobrir uma fábrica clandestina de balões que funcionava em uma residência no bairro Olinda, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. A operação foi realizada na terça-feira (4) por agentes da 58ª DP (Posse), com base em informações obtidas pelo setor de inteligência.
Segundo as investigações, o imóvel era utilizado para a produção ilegal de balões e teria ligação com um grupo conhecido como “Anjos da Arte”. No local, os policiais encontraram uma grande quantidade de materiais empregados na fabricação dos artefatos, entre eles papel, ferramentas, equipamentos, fogos de artifício, rojões e uma substância com características semelhantes à pólvora.
O responsável pelo imóvel, identificado como Luiz Victorino, assumiu ser o proprietário da residência e dos materiais apreendidos. Ele foi autuado em flagrante por crime previsto na legislação ambiental relacionado à fabricação clandestina de balões.
De acordo com a Polícia Civil, a estrutura montada no imóvel indicava capacidade para produzir balões de grande porte, considerados altamente perigosos por representarem risco de incêndios, danos ao meio ambiente e ameaça à segurança da aviação.
Durante a operação, os agentes também apreenderam uma fotografia em que o suspeito aparece soltando um balão em chamas. Conforme a investigação, a imagem reforça os indícios de participação dele na atividade ilegal.
Por conta da presença de materiais explosivos, o Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi acionado para realizar a retirada segura dos artefatos encontrados. Todo o material será submetido à perícia, enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações para identificar outros possíveis envolvidos e apurar a prática de crimes relacionados.
A corporação reforçou que fabricar, transportar, comercializar ou soltar balões é uma prática proibida pela legislação brasileira devido aos riscos que oferece à população, ao meio ambiente e à navegação aérea.
Até a publicação desta reportagem, a defesa do preso não havia se manifestado sobre o caso.



