
Ruas com sacos de lixo acumulados e reclamações da população ainda fazem parte da realidade de diversos bairros de São Gonçalo, mesmo após a Prefeitura informar que o serviço de coleta foi restabelecido. Os impactos da paralisação parcial dos garis, iniciada na última segunda-feira (3), continuam sendo percebidos em diferentes pontos do município.
O movimento foi realizado por funcionários da empresa terceirizada responsável pela limpeza urbana, que reivindicam reajuste salarial, melhores benefícios, condições adequadas de trabalho e fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs). A redução no número de equipes em atividade comprometeu o cronograma de coleta e provocou o acúmulo de resíduos.
Embora a administração municipal afirme que a operação voltou à normalidade, moradores relatam que o lixo permanece espalhado em várias localidades. Além do aspecto visual, a situação preocupa por causa do mau cheiro e do risco de proliferação de insetos e outros animais.
Segundo a Prefeitura, a adesão ao movimento não envolveu todos os trabalhadores e a empresa Força Ambiental manteve parte das equipes em circulação, priorizando a coleta nas unidades de saúde. A Secretaria Municipal de Conservação também informou que realizou uma operação emergencial para reduzir os impactos da paralisação e reforçou o serviço nos dias seguintes.
Os garis afirmam que decidiram interromper parcialmente as atividades devido à falta de acordo com a empresa responsável pela coleta. A categoria cobra valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho.
Até o momento, não foi divulgado um acordo entre as partes. Enquanto as negociações seguem sem definição, moradores aguardam a regularização completa da coleta de lixo em toda a cidade.



