
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (29) pelo instituto BTG/Nexus aponta um cenário de forte equilíbrio na corrida presidencial de 2026. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantenha a liderança em todos os confrontos simulados para o segundo turno, a disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece tecnicamente empatada.
No cenário entre os dois, Lula registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 44%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença não é considerada estatisticamente significativa.
No primeiro turno, Lula também lidera com 42% da preferência do eleitorado. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 34%. Os demais nomes citados na pesquisa são Ronaldo Caiado (5%), Renan Santos (4%), Romeu Zema (3%) e Joaquim Barbosa (2%). Brancos e nulos representam 5% das respostas, e 3% dos entrevistados não souberam responder.
Além das intenções de voto, o levantamento avaliou o nível de informação dos eleitores sobre a disputa presidencial. Entre os indecisos, 74% afirmam acompanhar pouco ou não acompanhar as propostas dos candidatos. No cenário espontâneo, em que os entrevistados citam livremente seus candidatos, Lula alcança 38% e Flávio Bolsonaro, 27%, enquanto o percentual de indecisos caiu de 24% para 20%.
A pesquisa também mediu a percepção da população sobre o caso envolvendo o Banco Master. Para 35% dos entrevistados, o episódio está associado tanto ao grupo político de Lula quanto ao de Flávio Bolsonaro. Outros 32% enxergam maior ligação com o senador, enquanto 23% relacionam o caso principalmente ao presidente.
Em relação ao governo federal, os números mostram um cenário dividido: 48% aprovam a gestão de Lula e o mesmo percentual a desaprova. Já na avaliação qualitativa, 42% classificam o governo como ruim ou péssimo, 38% como ótimo ou bom e 18% como regular.
Quando questionados sobre os principais problemas do país, os entrevistados apontaram a segurança pública como a maior preocupação, seguida por corrupção e saúde pública. Também foram citados temas como classe política, educação, inflação, desemprego e desigualdade social.
O levantamento ouviu 2.009 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 26 e 28 de junho. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08521/2026.


