Panorama

Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 589; milhares seguem desaparecidos

Equipes internacionais de busca e resgate de pelo menos 17 países estão se mobilizando para ajudar. – Foto: AFP

 

Subiu para 589 o número de mortos provocados pelos terremotos que atingiram o norte da Venezuela na última quarta-feira (24). O novo balanço foi divulgado nesta sexta-feira (26) pelo governo venezuelano. Além das vítimas fatais, 2.980 pessoas ficaram feridas, enquanto milhares seguem desaparecidas.

Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, devastaram principalmente a região de La Guaira, cidade litorânea próxima a Caracas. Dezenas de edifícios desabaram, e equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros na tentativa de localizar sobreviventes.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), equipes especializadas de pelo menos 17 países participam da operação de busca e salvamento. Socorristas do México e de El Salvador já chegaram ao país, enquanto Chile, Suíça e outras nações enviaram profissionais e ajuda humanitária.

Apesar dos esforços, as operações avançam lentamente devido à grande quantidade de destroços. Em diversas áreas, familiares continuam procurando parentes desaparecidos, enquanto autoridades estimam que mais de 200 pessoas ainda possam estar presas sob os escombros.

Imagem mostra destruição em Catia La Mar, na Venezuela, após terremoto — Foto: Federico Parra/AFP

Nas redes sociais, um portal criado por voluntários reúne informações de quase 50 mil pessoas que perderam contato com familiares após a tragédia. Hospitais seguem divulgando listas de feridos para auxiliar na identificação das vítimas.

A tragédia também afetou cidadãos estrangeiros. O governo brasileiro confirmou a morte de dois brasileiros, enquanto Espanha e Portugal informaram vítimas e dezenas de desaparecidos entre seus cidadãos.

Desde os terremotos, já foram registrados mais de 130 tremores secundários, aumentando o temor da população e dificultando os trabalhos de resgate. Autoridades internacionais seguem mobilizando recursos para ampliar a assistência às vítimas e acelerar as operações nas áreas mais afetadas.

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