Panorama

Polícia Civil faz operação para prender envolvidos na morte de adolescente torturado e esquartejado em Guaratiba

O adolescente Ronaldo Henrique Souza Peixoto — Foto: Reprodução

 

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira (19), uma operação para prender os suspeitos de envolvimento no assassinato do adolescente Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos. O jovem foi torturado e teve o corpo esquartejado em março deste ano, na Zona Oeste do Rio.

A ação, coordenada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), cumpriu mandados nas comunidades César Maia, Coroado e Fontela, em Vargem Pequena. Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva por homicídio qualificado e um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado como participante do crime.

Jovem desapareceu após abordagem de criminosos

Segundo as investigações, Ronaldo, morador de Senador Camará, esteve na Comunidade César Maia no dia 29 de março acompanhado de dois amigos para encontrar a namorada de um deles.

Ao deixarem a localidade, os três adolescentes foram abordados por homens armados e levados para o interior da comunidade. A Polícia Civil apurou que o grupo foi submetido a uma sessão de tortura. Dois dos jovens conseguiram escapar, mas Ronaldo permaneceu desaparecido.

Dois dias depois, o corpo do adolescente foi encontrado esquartejado na Estrada da Matriz, em Pedra de Guaratiba.

Suspeitos identificados

As investigações identificaram Diogo Paixão Barbosa, Miguel Ferreira Salvo, Victor Tavares Vieira e Jonata da Silva Ramos como suspeitos de participação direta no homicídio. Um adolescente de 15 anos também é apontado como envolvido no crime.

Comunidade é apontada como base estratégica do tráfico

De acordo com a Polícia Civil, a Comunidade César Maia vem sendo utilizada pelo Comando Vermelho como uma importante base para expansão das atividades da facção nas zonas Oeste e Sudoeste da capital.

Segundo os investigadores, a região serve como ponto de apoio para planejamento, abrigo e fuga de criminosos envolvidos em diversos ataques e homicídios registrados na cidade.

Ligações com outros crimes

A polícia também relaciona integrantes da estrutura criminosa instalada na comunidade a outros casos de grande repercussão.

Entre eles está o assassinato do policial civil João Pedro Marquini, morto em março de 2025 durante uma tentativa de roubo. Segundo as investigações, os criminosos envolvidos teriam utilizado a Comunidade César Maia como rota de fuga após o crime.

Outro caso citado é o homicídio do casal Igor Dante Santos e Ariane Anselmo Cortes, que estava grávida, executados em abril deste ano na Comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. De acordo com a investigação, os traficantes teriam confundido as vítimas com integrantes da milícia.

As diligências continuam para localizar todos os envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica do crime.

 

 

 

Fonte: G1.

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