
Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizaram conversas rápidas e informais durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. De acordo com interlocutores da delegação brasileira, as interações foram breves e não entraram em tópicos delicados da agenda externa, como as recentes barreiras tarifárias impostas por Washington.
Os contatos ocorreram em momentos de socialização e deslocamento pelos corredores do evento. No principal deles, após um discurso de Lula na reunião ampliada do bloco, Trump elogiou a fala do petista ao cruzar com ele no hotel, dizendo “Good job” (“Bom trabalho”). Como estava sem tradutor no instante do encontro, o líder brasileiro respondeu apenas com um aceno de cabeça. Posteriormente, durante um evento cultural promovido pelo presidente francês Emmanuel Macron, os dois voltaram a se cumprimentar de forma cordial por cerca de dois minutos.
Contexto de Bastidores e Alinhamento Tarifário
Embora os gestos tenham sido amistosos na diplomacia de corredor, a relação comercial entre os dois países vive um momento de forte articulação nos bastidores ministros. Não houve espaço na agenda para uma reunião bilateral formal, deixando o andamento das tratativas econômicas centralizado nas equipes técnicas:
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Histórico das tarifas: O governo brasileiro tenta reverter taxas de importação instituídas pela Casa Branca desde o ano passado. Em novembro de 2025, houve um recuo americano com a suspensão de uma alíquota de 40% sobre variados produtos do Brasil.
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O cenário atual: O foco da diplomacia brasileira agora é barrar novos aumentos que correm o risco de elevar a carga tributária total para 37,5%.
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Perspectivas de negociação: Membros do governo avaliam que uma proposta de sobretaxa de 25% (sob argumento de concorrência desleal) ainda possui margem para ser cancelada via diálogo. Por outro lado, analistas consideram praticamente inevitável a aplicação de outra taxa de 12,5%, atrelada a cobranças americanas por maior rigor no combate ao trabalho forçado.
O Papel do Brasil no Evento
Mesmo sem integrar oficialmente o G7, composto por Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e a União Europeia, o Brasil marcou presença em virtude de um convite especial para as discussões ampliadas. O fórum, conhecido por debater os rumos da economia global, segurança e meio ambiente, serviu de palco para o posicionamento estratégico do país diante das principais potências globais.


