
A colisão entre dois helicópteros na manhã de domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, deixou seis mortos e interrompeu trajetórias marcadas pela música, pelo audiovisual e pela produção de conteúdo digital. Entre as vítimas estão o cantor norte-americano Oliver Tree, o DJ carioca Lucas Frota, os argentinos Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, e o cineasta Lucas Vignale, além dos pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac.
O grupo seguia para Angra dos Reis quando ocorreu o acidente. Durante os trabalhos de perícia, foram encontrados equipamentos de filmagem e fotografia entre os destroços, indicando que a viagem também poderia render registros audiovisuais dos participantes.
O nome de maior projeção internacional era o de Oliver Tree. O artista californiano, que completaria 33 anos ainda neste mês, acumulava milhões de ouvintes nas plataformas digitais e conquistou reconhecimento mundial com músicas que ultrapassaram fronteiras. Em passagem recente pelo Brasil, compartilhou nas redes sociais momentos de integração com a cultura local, incluindo partidas de futebol, passeios turísticos e encontros com artistas brasileiros.
A aproximação com o país teve como um dos principais responsáveis o DJ Lucas Frota. Natural do Rio de Janeiro, o músico construiu carreira na cena eletrônica internacional, realizando apresentações em diferentes países. Ainda jovem, iniciou sua trajetória artística e, nos últimos anos, consolidou seu nome em eventos e produções voltadas ao gênero. Entre seus projetos recentes estava uma apresentação gravada aos pés do Cristo Redentor.
Também estavam na aeronave os argentinos Gaspar Prim Díaz e Lucas Vignale. Gaspi se tornou um dos influenciadores digitais mais populares da Argentina, reunindo milhões de seguidores nas redes sociais com vídeos de humor e entretenimento. Já Vignale vinha ganhando destaque no cinema independente, após dirigir videoclipes para artistas renomados e lançar seu primeiro longa-metragem, exibido em festivais internacionais.
A amizade entre os dois se refletia em diversos projetos criativos desenvolvidos em conjunto, que alcançaram milhões de visualizações na internet. Dias antes da viagem, ambos compartilhavam registros de pontos turísticos do Rio de Janeiro e momentos de lazer no Brasil.
Os pilotos envolvidos na tragédia também possuíam trajetórias marcantes. Charles Marsillac, de 60 anos, atuava na aviação comercial há quase duas décadas e conciliava a profissão com a música, atividade que mantinha como paixão pessoal. Já Alexandre Souza, que completaria 60 anos nesta semana, era reconhecido pela experiência acumulada ao longo de anos de atuação no setor aéreo.
As circunstâncias da colisão seguem sendo investigadas pelas autoridades responsáveis pela aviação e pela segurança pública.



