
A seleção da República Democrática do Congo (RD Congo) precisou mudar seus planos de preparação para a Copa do Mundo após um surto de ebola no país e restrições de viagem impostas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).
Inicialmente, a equipe realizaria atividades de preparação em Kinshasa, incluindo treino aberto ao público e uma cerimônia de despedida com o presidente Félix Tshisekedi. No entanto, os eventos foram cancelados e a delegação seguirá para a Bélgica, onde dará continuidade aos treinamentos.
As restrições do CDC, adotadas em resposta ao surto, impedem a entrada nos Estados Unidos de pessoas que estiveram recentemente em países afetados, como a própria RD Congo. Por isso, membros da comissão técnica que estão no país precisarão deixar o território até esta quinta-feira (21) para evitar impedimentos na entrada no país-sede do Mundial.
A equipe pretende chegar aos Estados Unidos entre os dias 10 e 11 de junho. Durante a Copa, a seleção ficará baseada em Houston, no Texas.
O porta-voz da equipe afirmou que a mudança não altera de forma significativa o planejamento, já que a permanência inicial no país seria curta. Segundo ele, o evento de despedida previsto para 25 de maio será realizado em Bruxelas, na Bélgica, e não mais em Kinshasa.
Até o momento, o surto de ebola na RD Congo registra cerca de 600 casos suspeitos e 139 mortes, segundo autoridades locais. O Departamento de Saúde do Texas informou que está em contato com o CDC, a Fifa e órgãos de saúde locais para garantir a segurança das delegações durante o torneio.
A seleção congolesa estreia na Copa contra Portugal, em Houston, depois enfrenta a Colômbia em Guadalajara e encerra a fase de grupos diante do Uzbequistão, em Atlanta.



