Panorama

Caso Henry Borel: Monique Medeiros se apresenta à polícia após determinação do STF

Jairinho e Monique no banco dos réus — Foto: Reprodução/TV Globo
Jairinho e Monique no banco dos réus — Foto: Reprodução/TV Globo

A professora Monique Medeiros, ré pelo homicídio do próprio filho, Henry Borel, retornou ao sistema prisional na manhã desta segunda-feira, 20 de abril de 2026. A mãe do menino entregou-se voluntariamente na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, cumprindo a ordem de prisão preventiva restabelecida pelo Supremo Tribunal Federal. A movimentação ocorre em um momento decisivo do processo, que se aproxima de um desfecho no Tribunal do Júri após anos de reviravoltas jurídicas e adiamentos.

A decisão de Gilmar Mendes e o fim da liberdade provisória

O retorno de Monique à custódia do Estado foi selado na última sexta-feira, 17 de abril, quando o ministro Gilmar Mendes revogou a liberdade que havia sido concedida à ré em março. A defesa de Monique ainda tentou reverter a situação no sábado, apresentando um recurso de última hora, porém a solicitação foi prontamente rejeitada pelo magistrado, que manteve a necessidade da prisão preventiva.

Após os procedimentos burocráticos na delegacia de Bangu, Monique foi transferida por volta do meio-dia para a Cadeia Pública de Benfica, que serve como a principal porta de entrada para detentos no sistema penitenciário do Rio de Janeiro.

Manobras jurídicas e o adiamento do julgamento

A soltura temporária de Monique, agora revogada, ocorreu devido a um impasse durante o julgamento no mês passado. Na ocasião, a equipe jurídica de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, abandonou o Tribunal do Júri, forçando a suspensão imediata dos trabalhos.

Diante do que classificou como uma interrupção indevida e um desrespeito às orientações do STF, a juíza Elizabeth Machado Louro optou por conceder a liberdade à professora na época, remarcando o julgamento de ambos para o dia 25 de maio. Com a nova decisão da corte superior, Monique aguardará essa data novamente atrás das grades.

Relembre o crime que chocou o país em 2021

O caso remonta à madrugada de 8 de março de 2021, quando Henry Borel, de apenas quatro anos, morreu em um apartamento na Barra da Tijuca. Naquela noite, Monique e o então padrasto da criança, o ex-vereador Dr. Jairinho, sustentaram a versão de que o menino teria sofrido uma queda acidental da cama. No entanto, as perícias criminais foram contundentes ao descartar essa hipótese, revelando que a causa da morte foi uma hemorragia interna provocada por laceração hepática e múltiplas lesões.

O Ministério Público sustenta a acusação de que a criança foi vítima de sessões de agressões desferidas por Jairinho, contando com a omissão conivente de Monique Medeiros.

Próximos Passos

O foco das autoridades e da opinião pública volta-se agora para o dia 25 de maio, data prevista para que o conselho de sentença finalmente decida o destino dos réus. Monique e Jairinho estão presos desde abril de 2021, pouco tempo após o crime, passando por um longo rito processual marcado por diversas saídas e retornos de Monique ao cárcere, conforme as interpretações das diferentes instâncias do Poder Judiciário sobre o seu direito de responder ao processo em liberdade.

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