Panorama

Acolhimento e Inclusão: Belford Roxo promove edição especial do projeto ‘Café na Varanda’

Centro de Reabilitação às Crianças Neuroatípicas promove roda de conversa do projeto ‘Café na Varanda’ para famílias atípicas e típicas

– Foto: Daniel Santos/PMBR

Na última quinta-feira (17), o Centro Especializado de Reabilitação às Crianças Neuroatípicas de Belford Roxo transformou o bairro Piam em um cenário de troca e empatia. Através da iniciativa “Café na Varanda”, a unidade reuniu famílias atípicas e típicas em uma roda de conversa que uniu afeto e conhecimento técnico, reforçando o compromisso com a inclusão durante o Mês de Conscientização do Autismo.

Sob a liderança da diretora da unidade, Juliette Cordeiro, o evento não foi apenas um encontro informativo, mas um espaço de conexão profunda entre pais, pacientes e o corpo multidisciplinar da Secretaria Municipal de Saúde.

Um olhar sensível sobre quem cuida

O diferencial do projeto é o reconhecimento de que o tratamento de condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e Síndrome de Down deve envolver toda a estrutura familiar. A diretora e psicopedagoga Juliette Cordeiro enfatizou que ouvir os pais é parte fundamental do processo terapêutico:

“Essa roda de conversa funciona como uma terapia coletiva. É o momento de entender a dor do outro e compartilhar experiências, fortalecendo a rede de apoio entre famílias e profissionais”, pontuou Juliette.

O evento contou com a participação de uma equipe diversa, incluindo:

  • Médicos e fisioterapeutas;

  • Psicólogos e terapeutas;

  • Enfermeiros e técnicos;

  • Massoterapeutas e especialistas em psicomotricidade;

  • Equipe administrativa e de apoio.

Diálogo que gera transformação

A programação foi marcada por depoimentos emocionantes e orientações práticas de cada área de atuação. O médico neuropsicólogo Daniel Felis Almeida, um dos palestrantes do dia, ressaltou que o bem-estar dos responsáveis reflete diretamente na evolução das crianças. Segundo ele, o amparo psicológico aos pais é essencial, pois o estado emocional de quem cuida reverbera no comportamento e no desenvolvimento do filho.

Para as mães que utilizam o serviço, como Cristiane Antunes (45 anos), o impacto é visível no cotidiano. Ela relatou a evolução do filho Davi Farias (17 anos), que possui autismo e deficiência visual, destacando ganhos significativos em mobilidade e desenvolvimento mental desde que iniciou o tratamento no Centro.

Integração e Confraternização

O encerramento do evento fez jus ao nome do projeto: um café da manhã coletivo que promoveu a interatividade entre os profissionais de saúde e os moradores. Mais do que um serviço médico, o Centro de Belford Roxo reafirma sua posição como um espaço de esperança e respeito às diferenças, onde a inclusão é construída através do diálogo e do acolhimento contínuo.

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