Panorama

Operação mira grupo suspeito de pirâmide financeira que causou prejuízo de R$ 7,5 milhões no Rio

Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves foi preso pela Delegacia de Defraudações — Foto: Reprodução/TV Globo
Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves foi preso pela Delegacia de Defraudações — Foto: Reprodução/TV Globo


A Polícia Civil do Rio e o Ministério Público do Estado (MPRJ) deflagraram, nesta sexta-feira (17), uma operação para prender 11 suspeitos de integrar um esquema de pirâmide financeira que teria causado prejuízo de pelo menos R$ 7,5 milhões a centenas de vítimas.

De acordo com as investigações, o grupo atuava desde 2020 por meio de empresas de fachada localizadas no Centro do Rio, atraindo investidores com promessas de lucros mensais de cerca de 3%. No entanto, os rendimentos eram pagos com o dinheiro de novos participantes, prática conhecida como esquema Ponzi.

Até a última atualização, um dos alvos foi preso. Outros suspeitos seguem foragidos, enquanto um integrante já se encontrava detido. Ao todo, os investigados respondem por crimes como organização criminosa, estelionato e infrações contra a economia popular.

Segundo a polícia, o grupo criou um conglomerado com pelo menos 19 empresas registradas no mesmo endereço para dar aparência de legalidade ao esquema. As empresas não possuíam autorização para operar no mercado financeiro.

As vítimas eram atraídas principalmente pelas redes sociais, onde os suspeitos ostentavam uma vida de luxo. Nos primeiros meses, os pagamentos eram realizados para gerar confiança, mas, com o tempo, os saques eram bloqueados e os investidores incentivados a aplicar mais dinheiro e indicar novos participantes.

As investigações apontam ainda que, quando surgiam problemas ou denúncias, os envolvidos criavam novas empresas para manter o esquema ativo. Há registros de vítimas que perderam grandes quantias, incluindo casos em que pessoas contraíram empréstimos e ficaram endividadas após não conseguirem recuperar os valores investidos.

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