Panorama

RioPrevidência tem rentabilidade recorde em meio a polêmica sobre royalties

Foto: Reprodução

Enquanto servidores estaduais protestavam na Alerj contra o projeto de lei do Executivo que propõe o fim da destinação dos royalties do petróleo para o RioPrevidência, o fundo estadual de previdência anunciou um resultado histórico em sua carteira de investimentos.

De acordo com dados divulgados pela autarquia, a rentabilidade de agosto de 2025 atingiu 716% da meta atuarial mensal, o que significa que os investimentos renderam mais de sete vezes o necessário para remunerar as reservas previdenciárias. No acumulado do ano, a carteira já entrega quase o dobro da meta anual, consolidando o melhor desempenho dos últimos anos.

Polêmica com Banco Master e apontamentos do TCE

Os bons resultados, no entanto, não afastam as discussões sobre a gestão dos recursos. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) levantou questionamentos sobre investimentos ligados ao Banco Master, o que motivou novas explicações da diretoria do fundo.

O diretor-presidente da RioPrevidência, Davis Antunes, afirmou que o investimento em letras financeiras “está adimplente” e que o fundo atua de forma ativa na busca de soluções e no monitoramento dos ativos. Ele reforçou que sua gestão tem priorizado a transparência e a prestação de contas, diferentemente de gestões anteriores.

Antes de assumirmos, havia investimentos até em fundos com aplicação no exterior que geraram grandes perdas, sem qualquer prestação de contas. Nossa política é de total transparência e responsabilidade, o que naturalmente abre espaço para debates e críticas, o que consideramos saudável, explicou Antunes.

Sobre os apontamentos do TCE, o dirigente ressaltou que o órgão é um “parceiro institucional importante” e que o RioPrevidência prestará todos os esclarecimentos técnicos necessários.

Alguns pontos do relatório estão equivocados, especialmente ao considerar investimentos em fundos de gestores independentes como se fossem diretamente no Banco Master. Nenhum dos fundos analisados possui ativos ligados ao banco ou a seus controladores, esclareceu.

Carteira líquida e confiança na gestão

Davis Antunes também comentou o cenário político e a possibilidade de perda dos royalties. Segundo ele, o fundo vem se preparando para manter liquidez e segurança nas aplicações, independentemente do desfecho do projeto.

Desde o fim de 2024, nossa equipe vem ajustando a carteira para garantir liquidez. Hoje, quase 80% dos recursos estão aplicados em títulos públicos federais, e mantemos reservas equivalentes a uma folha de pagamento com liquidez imediata. Nunca tivemos um portfólio tão líquido e resiliente, afirmou o presidente.

Antunes encerrou destacando a confiança no governo e no diálogo com a Assembleia Legislativa:
Tenho plena confiança no compromisso do governador com os servidores. O debate é legítimo e cabe ao Legislativo discutir os ajustes necessários. Nosso papel é garantir segurança, rentabilidade e transparência na gestão do patrimônio do servidor público.

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